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Namoro da prefeita Cláudia Oliveira com sindicatos parece chegar ao fim em Porto Seguro

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A aparente boa relação da administração municipal com o  Sindicato dos Servidores Públicos de Porto Seguro(SINSPPOR) e, especialmente, com O Sindicato dos Professores (APLB),dá sinais de esgotamento.

O estremecimento das relações com as duas entidades evidenciou-se com a intransigência da prefeita em não aceitar os índices de reajustes salariais para as categorias em questão.

Com o SINSPPOR, ainda é possível chegar a um acordo, em função da diferença mínima para um entendimento. O sindicato pediu 5%, ela ofereceu inicialmente 3% de contraproposta. A oferta foi negada ainda na mesa de negociação. Daí a prefeita aumentou a proposta para 4,31%, e o sindicato propôs 4,5%, pra não haver maior redução da diferença da base para o do mínimo nacional, que em relação ao do ano passado é de R$ 9,00, ficando nos 4,5% essa diferença hoje cai pra R$ 7,00.

De acordo o presidente do SINSPPOR, Antônio Lisboa, o salário base, hoje, em Porto Seguro é de 1.007,31, e o nacional do ano passado era de R$ 998,00. Portanto, a possibilidade de um acordo é real e deverá ser avaliado em Assembléia da categoria convocada para esta quinta-feira, 12/03, na sede do sindicato, à Rua Bernardo Espector-25- Pacatá, a partir das 10:00horas

Já com a APLB, a situação é bastante diferente e o conflito parece ser iminente. A diferença entre os índices apresentados, não indicam a menor chance de acordo. Ocorre que o MEC (Ministério da Educação e Cultura) divulgou o reajuste do piso salarial de professores da educação básica para 2020. O piso salarial dos profissionais da rede pública da educação básica em início de carreira foi reajustado em 12,84% para 2020, passando de R$ 2.557,74 para R$ 2.886,24. Entretanto, a prefeita Cláudia Oliveira, só aceita um aumento de 4,5%, criando um descontentamento enorme na classe, com burburinhos, inclusive, de paralisação das atividades. Para a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), a necessidade de valorização dos profissionais da educação – fundamentais para o desenvolvimento do país – é uma realidade. Mas, não se pode ignorar o impacto de R$ 8,7 bilhões e o efeito cascata na gestão da educação e nas finanças municipais. Um constante crescimento acima da inflação ou de qualquer outra correção, ao longo dos últimos anos, tem sido mostrado pela entidade. De 2009 a 2020, a categoria recebeu aumento de 203,61%; no mesmo período, o salário mínimo cresceu 121,7% e a inflação, pelo INPC, 61,4%.

O município de Santa Cruz Cabrália repassou o aumento divulgado pelo MEC (12,84%), na íntegra. Aqui, em Porto Seguro, a prefeita resiste. Com a palavra a Câmara de Vereadores.

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