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Feira de livros vai ajudar Parque Indígena Pataxó de Coroa Vermelha

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A Feira de Livros itinerante chegou a Coroa Vermelha, distrito de Santa Cruz Cabrália, no final do ano passado, de forma bem diferente de quando passou por Porto Seguro (sede) e Arraial d’Ajuda, oferecendo mais que a contrapartida básica do conhecimento que seus livros carregam e da disseminação da leitura.

Além de um atrativo a mais para um distrito tão cerceado como é Coroa Vermelha, os responsáveis pela Feira de Livros se comprometeram com o Parque Indígena Pataxó, onde está instalado, a reformar os banheiros (masculino e feminino), a construir um local apropriado para o lixo e ainda vem utilizando mão de obra local.

A previsão é que a feira fique até em fevereiro no distrito.

Para o presidente da Associação Comercial do Parque, Moacir Alves dos Santos, a feira é um atrativo muito bem- vinda. “É ótimo para divulgação do parque e do artesanato que aqui se produz e se vende, no intuito de melhorar a renda da comunidade”, diz.

Com 190 lojas e por volta de 230 imóveis comerciais, considerando também as cabanas de praia, o Parque Comercial Indígena Pataxó está situado numa das praias mais lindas do Brasil, tendo a cruz fincada em sua entrada, simbolizando o local onde foi rezada a primeira missa no Brasil, como importante relevância histórica no cenário nacional e mundial, sendo mais um considerável atrativo turístico. No entanto, a falta de adequação ao longo dos anos na construção das lojas, consequência de um crescimento desordenado na exploração das riquezas naturais e históricas, ofuscam todo o potencial turístico da região.

Atualmente, o presidente vem tentando sanar as dificuldades essenciais para o funcionamento do parque, como a rede elétrica que vem causando problemas aos comerciantes. Pelo que conta Moacir, o assunto será a primeira pauta a ser resolvida logo que termine a alta temporada.  “Nós pretendemos nos reunir com a superintendência da Coelba para resolver essa situação, para que todos os estabelecimentos tenham seus padrões. Hoje, a rede elétrica não suporta a demanda nesse período. Queremos estender o horário de funcionamento do parque até a noite, na produção de eventos, principalmente nesse período que percebemos o grande fluxo de turistas que passeiam até mais tarde”, projeta o presidente.

Além disso, o presidente espera conta recursos que vem buscando junto ao Governo do Estado para a construção de um museu no local.

O empresário Diego Fraga, do Hotel Ticino, que vem se tornando referência como liderança jovem do município de Santa Cruz Cabrália, além de patrocinar a Feira dos Livros e articular as contrapartidas sociais dela, vem atuando no sentido de fazer uma ponte entre a comunidade indígena e o empresariado local.

Ele, que é atual presidente do Observatório Social de Cabrália, recentemente montado no município, e vice-presidente do Conselho Municipal do Meio Ambiente, acompanhou nossa reportagem, levantando a história do município, as dificuldades encontradas para melhorar as condições de vida da comunidade e o impacto ambiental que vem causando a exploração desordenada do turismo. “É importante buscar um caminho para que seja estreitada a relação entre comunidade indígena e empresariado local. Como não recebemos apoio nenhum do poder público, só nos resta ter um bom entendimento entre nós”, considerou.

O empresário também participou da captação de eventos como o Pan-americano de Beach Tênis e do Sulamericano de Vôlei de Praia, com a participação de atletas olímpicos no ano passado.

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