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Família tem 5 casos de covid-19 em Cairu; suspeita é que caixão de infectada foi aberto

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A cidade histórica De Cairu, localizada a 83 Kms da capital do Estado da Bahia (Salvador) que engloba o arquipélago de Tinharé, formado por 36 ilhas, entre elas, a paradisíaca Boipeba; é a única cidade-arquipélago do Brasil.  Cairu tem vilas com maior dinamismo que a própria sede – é o caso de Morro de São Paulo, na Ilha de Tinharé.

Cairu não tinha nenhuma confirmação de infectados por coronavírus. A cidade, que respirava aliviada, do nada viu o cenário mudar. Em apenas dois dias, seis casos surgiram. Mas tem uma explicação – ou pelo menos uma suspeita do que provocou esse crescimento repentino.

A suspeita é de que cinco familiares foram infectados durante o sepultamento de uma idosa de 77 anos, que morreu na última quinta-feira (7). Ela, que estava internada na Santa Casa de Misericórdia de Valença, estava com suspeita da doença, mas a confirmação veio apenas na última segunda-feira (11), através da divulgação do diagnóstico pelo Laborário Central (Lacen), em Salvador.

Segundo a Secretaria de Saúde do município, o corpo da idosa deixou a Santa Casa em um caixão lacrado e foram dadas orientações para que ele não fosse aberto durante o funeral, o que não parece ter sido levado a sério. A suspeita da violação ocorreu porque a prefeitura local testou 12 pessoas que estiveram no velório e cinco testaram positivo para a doença. Fontes locais afirmaram que o caso aconteceu na Gamboa, ilha vizinha a Morro de São Paulo.

O município afirmou em nota que “em nenhum momento pode-se afirmar que os demais familiares testados positivos foram infectados durante o velório”. Já a secretária de Saúde do município baiano, Italuana Guimarães, frisou ainda à reportagem do CORREIO que Cairu segue as orientações do Ministério da Saúde e garante que elas foram passadas à família pelos enfermeiros. Entre essas recomendações está a do limite de 10 pessoas nos sepultamentos para evitar aglomerações.

Além dos 6 casos confirmados, com um óbito, Cairu teve 9 suspeitas de infecção pelo novo vírus, que foram descartadas após os pacientes testarem negativo.

“As medidas também são divulgadas para a população através de informes impressos, redes sociais e o canal Zap Covid Cairu. Através do WhatsApp, a população pode entrar em contato com profissionais de saúde e tirar dúvidas sobre a doença”, disse.

Procurada, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) afirmou que, desde o dia 9 de março deste ano, disponibilizou uma nota técnica com orientações em relação ao manejo de óbitos em domicílio, instituições de moradia, unidades hospitalares, espaços públicos e funerárias após a morte no período desta pandemia.

No documento, a Sesab orienta que não devem acontecer velórios em domicílios com o objetivo de evitar aglomeração de pessoas e também afirma que “os ambientes e objetos com os quais o falecido teve contato deverão ser desinfetados com água sanitária a 0,5% ou 1% ou álcool 70%”.

Por que não pode abrir o caixão?
A infectologista Melissa Falcão explicou ao CORREIO que é arriscado deixar vítimas fatais da covid-19 com caixão aberto porque mesmo após o óbito o paciente infectado ainda pode transmitir o vírus para pessoas que entrem em contato com o cadáver.

“O corpo ainda pode armazenar o vírus depois do óbito e transmitir a doença para outras pessoas através da secreção. Os familiares não devem entrar em contato com o corpo mesmo após a morte do paciente”, afirmou.

Por se tratar de uma doença nova, a medicina ainda não sabe precisar por quanto tempo após a morte a vítima da covid-19 carrega o vírus ou pode infectar quem entre em contato com o corpo.

Fonte: Correio 24 horas

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