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Violência volta a assombrar Caraíva e indígena é executado a tiros em estacionamento na Aldeia Xandó

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A escalada da violência voltou a causar medo e indignação em Caraíva, um dos destinos turísticos mais emblemáticos do litoral sul de Porto Seguro. Na noite desta quinta-feira (5/02), o indígena Mateus Conceição da Silva, de apenas 24 anos, foi brutalmente executado a tiros em uma área utilizada como estacionamento na Aldeia Xandó.

Mateus, que trabalhava como carroceiro e era bastante conhecido na comunidade pelo transporte de mercadorias e bagagens, teve o corpo encontrado por moradores com diversas perfurações provocadas por disparos de arma de fogo. Ao lado da vítima, a perícia localizou um aparelho celular, que foi apreendido e poderá se tornar uma peça fundamental para esclarecer os últimos contatos do jovem e ajudar a Polícia Civil a traçar a linha de investigação.

Morador da região de Barra Velha há cerca de cinco anos, Mateus fazia parte da rotina da comunidade, prestando serviços essenciais em uma localidade onde o transporte alternativo é parte da vida cotidiana. Sua morte violenta deixou moradores em estado de choque e reforçou a sensação de insegurança que tem crescido entre indígenas e não indígenas da região.

Relatos de populares indicam que o jovem já havia sido alvo de um atentado anteriormente. Há aproximadamente dois anos, Mateus teria sobrevivido a uma tentativa de homicídio na Aldeia Corumbalzinho, no município vizinho de Prado, também marcada por disparos de arma de fogo. A possível relação entre os dois episódios será investigada pelas autoridades.

Equipes do Departamento de Polícia Técnica (DPT) realizaram a perícia no local e encaminharam o corpo para o Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exames necroscópicos. Até o momento, não há informações sobre a identidade dos autores nem sobre a motivação do crime.

A Polícia Civil de Porto Seguro instaurou inquérito e ficará responsável pela investigação. O objetivo é esclarecer as circunstâncias do assassinato, identificar os responsáveis e verificar se o homicídio tem ligação com o atentado anterior ou se foi motivado por novos fatores.

O crime reforça um cenário preocupante em Caraíva e nas aldeias indígenas da região, onde a tranquilidade que sempre caracterizou o local vem sendo ameaçada por episódios de violência cada vez mais frequentes. Para moradores, além da dor pela perda de um jovem trabalhador, fica o sentimento de medo e o apelo por mais segurança e respostas das autoridades.

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