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Alta temporada agita o mercado musical de Porto Seguro e região

“A demanda é muita alta nesse período. Antigamente, percebia muito mais músicos que vinham de fora da cidade, na busca de trabalhos por aqui. Hoje, não vejo tanto isso”,

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Com uma demanda elevada de shows e eventos, Porto Seguro – englobando Arraial d´Ajuda, Trancoso e Caraíva -, e Santa Cruz Cabrália e seus distritos, atraem músicos de todos os cantos do mundo nesse período do ano. Alguns se estabelecem no cenário regional, outros passam algumas temporadas e se deslocam para sua cidade de origem ou buscam oportunidades em outras regiões turísticas.

No caso de Yã Matos sua história de vida se confunde com o crescimento do turismo na Costa do Descobrimento. Atualmente, ele desfila seu talento na voz, violão e na guitarra da banda de forró Cacimba Barrenta e na Banda Thing, a última realiza em parceria com o cantor Abel Chaves.

Por sua história profissional que vem desde o ano 1995 e por atuar também na qualidade de produtor musical, o artista percebe um mercado muito atraente para os músicos profissionais da região. “A demanda é muita alta nesse período. Antigamente, percebia muito mais músicos que vinham de fora da cidade, na busca de trabalhos por aqui. Hoje, não vejo tanto isso”, considera.

Para ele, os músicos da região vêm conquistando cada vez mais seu espaço e quase todos os profissionais daqui, estão com suas agendas preenchidas nesse período. “Acredito que essa temporada está sendo mais favorável aos artistas de nossa região. O valor pago aos músicos no período de alta é ainda bem superior em quase todos os lugares que realizam evento, às vezes chegam a dobrar e, obviamente, em datas especiais como Natal, Réveillon e Carnaval, os valores aumentam consideravelmente”, confirma o produtor.

No entanto, conforme Matos, a melhora do mercado musical para os artistas regionais pode ser comprovada é na baixa temporada. “Os músicos profissionais conseguem manter sua agenda preenchida durante todo o ano. Só para se ter uma idéia, durante a alta é comum termos uma média de 40 shows mensais, mas já consegui atingir até 45 apresentações num mês de baixa. Apesar de não termos shows todos os dias, ininterruptamente, como acontece na alta, os músicos profissionais daqui, aqueles que possuem compromisso com a qualidade, são muito requisitados durante os meses menos atrativos do ano. Chego a realizar até três shows numa sexta-feira, o que compensa e até aumenta no número de apresentações/mês na baixa”, exemplifica.

A falta de locais apropriados para receberem músicos profissionais é algo que ele destacou. “São poucas as casas de shows, barracas ou bares que possuem uma estruturada para atender bandas e músicos profissionais. E quando eu falo de estrutura, estou citando o palco adequado, o retorno de voz, a iluminação, os monitores, o técnico de som, além de outras coisas. Quando um local oferece isso, reduz o valor pago do cover, porque aproveitam que todos os músicos buscam uma estrutura assim para divulgar o seu projeto”, conclui.

Procura por DJs também aumenta na alta

Nesse período também é grande a oferta de trabalho para DJs, mas o mercado ainda continua fechado como revela a DJ Júlia Almeida. Segundo ela, não há espaço suficiente para todos ainda. “O DJs que vem de fora são ótimos e os daqui sempre precisam conseguir espaço para tentar abrir os espetáculos”, considera.

Pelo que conta a DJ, o valor do cachê aumenta nas datas específicas, como o Natal, o Réveillon e o Carnaval. “O problema é que na baixa não tem esse volume de festas que tem na alta. Mas percebo que existem muito DJs que estão com uma agenda boa de trabalho. A minha não está, porque trabalho com outras coisas também”, avalia.

POR: CRISTÓVÃO MOURA

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