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Tragédia Sanitária em Manaus deixam o Brasil e o mundo estarrecidos

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O caos sanitário que vive a capital amazonense, de acordo especialistas, é um alerta do que pode vir acontecer em várias cidades dos 26 estados e distrito federal, no Brasil.

A forma cruel com que as pessoas vêm morrendo, escancara as falhas no combate à Covid 19 no país. A falta de oxigênio nos hospitais e na cidade condena a população a morrer asfixiada, seja nos hospitais, seja em casa. Um terror apenas visto em filmes deste gênero.

População disputando cilindros de oxigênio na cidade

Todos se abstêm em assumirem a responsabilidade; Prefeito, Governador e Presidente da República se revezam ao apontarem os culpados. O Vice-presidente, Hamilton Mourão foi mais rápido: “o povo é o culpado, não se encaixam em disciplinas que poderiam poupar vidas”.

O prefeito diz que não tem recursos nem meios para o enfrentamento; o governador invoca isolamento histórico da região e cobra rodovia; o presidente diz que está impedido pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em agir, exige tratamento precoce, e diz que fez o que tinha que ser feito.

Uma verdadeira “torre de Babel” que cresce a cada dia, desenhando o protótipo de uma “tragédia anunciada” em todo o país.

O Brasil inovou na pandemia, criou a morte por asfixia, ainda não relatada em nenhum lugar do mundo.

É assustador ver os poderes inertes diante do que está acontecendo. Brasileiros morrendo asfixiados, sem ar. Chegou o momento de parar de enganar a população. Como esperar resultados positivos no enfrentamento dessa doença, sem comando, sem gestor, sem planejamento.

As decisões tomadas pelos governantes, além de frágeis e inócuas se juntam aos desvios de recursos públicos encaminhados pelo governo federal aos estados e municípios Uma farra e desumanidade sem par na recente história da república.

pacientes sendo transferidos

Governadores e prefeitos corruptos disputam com um presidente estabanado e um ministro incapaz pra ver quem faz pior.

A narrativa do presidente Bolsonaro de que foi impedido de atuar, não é verdadeira, apenas uma desculpa esdrúxula e esfarrapada. O STF, para quem entendeu, só fez reconhecer a competência dos Estados e Municípios para determinarem ações e procedimentos, como distanciamento social e restrições de funcionamento de estabelecimentos que o Presidente, nem de longe, queria ouvir falar, dada a sua preocupação com os efeitos econômicos dessas medidas, que, na sua visão, comprometeria sua obcecada pretensão de reeleição.

Transformaram a pandemia num embate ideológico estúpido em que as mortes dos brasileiros é o único saldo que se obtém.

Vejam o exemplo da vacina, tripudiada e chacoalhada pelo próprio presidente, com o respaldo de seus apoiadores. O presidente dizia: vão virar jacarés, mulher vai nascer bigode, homem vai falar fino. Tudo para justificar um negacionismo conhecido e manifestado em outras ocasiões.

 Após declarações do tipo: é uma gripezinha; não sou coveiro; e daí! O presidente disse em dez de dezembro que estávamos no “finalzinho” da pandemia. Só faltou baixar um decreto versando sobre isso. Ledo engano! Hoje disputa com o oportunista e lacaio Dória – Governador de São Paulo – com qual vacina iniciará o PNI (Plano Nacional de Imunização). Chegou a contratar um avião para buscar vacinas na Índia, sem combinar com os Hindus. É o avião que ia, não foi e acabou voltando. Uma decolagem muito parecida com a de um grupo político que disputou as eleições no município de Porto Seguro e que, a todo momento, dizia que estava decolando.

No momento passa para a população que iniciará a vacinação em todo o país, simultaneamente. Como? Sem vacinas, sem seringas, sem logística e sem um plano convincente e imparcial. Uma Tragicomédia.

Dois Ministros da Saúde, técnicos e especialistas, foram removidos da pasta; hoje temos um general, especialista em logística, que se fez ministro, incapaz de conter um conjunto de mortes e que assiste o mundo vacinarem suas populações e diz que a nossa vacinação será no “Dia D” e na “hora H”.

Enquanto isso, essa situação inaceitável de Manaus e que mira outras cidades em outros estados, evolui para um cenário mais catastrófico ainda. A média móvel de mortes já superou a 1ª onda da doença. O nº de infectados e a taxa de internação seguem no mesmo ritmo

Manaus hoje tem oxigênio para bebês prematuros, por 48 horas; 235 pacientes em estado grave e prontos para serem transferidos para outros Estados por falta de leitos de UTI’s. E o país dependendo de vacina da Índia, avião dos EUA e oxigênio da Venezuela.

Triste e horrenda realidade.

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