Brasil estreia com empate frustrante diante do Marrocos e aumenta desconfiança sobre sonho do hexa
A tão aguardada estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, realizada nos Estados Unidos, México e Canadá, terminou com um empate em 1 a 1 diante do Marrocos, na noite deste sábado (13/06), no MetLife Stadium, em Nova Jersey. O resultado deixou um sentimento de frustração entre os torcedores e levantou dúvidas sobre a capacidade da equipe de Carlo Ancelotti de brigar pelo tão sonhado hexacampeonato.
A escalação surpreendeu antes mesmo da bola rolar. A presença de Igor Thiago no comando do ataque causou estranheza entre analistas e torcedores, e o que se viu em campo pouco ajudou a justificar a aposta. O Brasil apresentou um futebol engessado, sem criatividade e com dificuldades para impor seu ritmo diante de um Marrocos muito mais organizado, entrosado e confiante.
Desde os primeiros minutos, a equipe africana mostrou superioridade. Com marcação intensa, rápida troca de passes e grande movimentação, os marroquinos dominaram o meio-campo e deixaram evidente a falta de entrosamento da Seleção Brasileira. A impressão transmitida ao longo da partida foi a de uma equipe ainda em fase de montagem, sem identidade definida e longe do nível exigido para uma candidata ao título mundial.
O gol marroquino saiu aos 21 minutos do primeiro tempo. Em um rápido contra-ataque, Brahim Díaz encontrou Ismael Saibari, que avançou livre e tocou com categoria por cobertura na saída de Alisson, colocando os africanos em vantagem e premiando a superioridade apresentada até então.
A reação brasileira veio 11 minutos depois, aos 32. Em uma das raras jogadas de brilho individual da equipe, Vinícius Júnior recebeu pela esquerda, deixou a marcação para trás e finalizou com precisão, sem chances para Bono, marcando um belo gol e igualando o placar. Foi um lance típico do camisa 7, capaz de decidir sozinho quando o coletivo não funciona.
Apesar da igualdade no marcador, o empate não escondeu os problemas da Seleção. O segundo tempo teve um Brasil com mais posse de bola, mas sem criatividade para furar o bloqueio marroquino. Faltaram intensidade, aproximação entre os setores e alternativas ofensivas. Enquanto isso, o Marrocos manteve a organização tática e, em alguns momentos, esteve até mais próximo de marcar o segundo gol.
Ao apito final, a sensação predominante entre os torcedores brasileiros era de decepção. A enorme mobilização nacional para acompanhar a estreia da única seleção pentacampeã do mundo não foi recompensada com uma atuação convincente. O espetáculo foi frio, sem empolgação e incapaz de transmitir confiança para a sequência da competição.
O empate garante apenas um ponto ao Brasil no Grupo C, mas o desempenho acende um sinal de alerta. Se o talento individual de Vinícius Júnior evitou uma derrota logo na estreia, o futebol apresentado deixou claro que Carlo Ancelotti ainda tem muito trabalho pela frente para transformar a Seleção em uma equipe capaz de alimentar o sonho do hexa.