SINDFER: um sindicato que transforma luta, participação e confraternização em orgulho de pertencer
Mais do que representar trabalhadores, entidade construiu uma cultura de participação, integração e valorização dos ferroviários, ativos, aposentados e pensionistas
Há sindicatos que concentram sua atuação quase exclusivamente nas pautas salariais, nas negociações trabalhistas e nas disputas políticas. E há aqueles que, sem abrir mão da defesa intransigente dos direitos da categoria, compreendem que representar trabalhadores também significa cuidar das pessoas, promover integração, oferecer lazer e fortalecer os vínculos entre associados.
É nesse segundo grupo que se destaca o SINDFER, uma das mais importantes entidades sindicais do país, filiada à CUT, com representação de ferroviários, especialmente trabalhadores da Vale do Rio Doce, numa extensa área que vai da região de Ipatinga, em Minas Gerais, ao Espírito Santo, onde mantém sua sede, em Vitória.
Com dezenas de milhares de associados, entre trabalhadores da ativa, aposentados e pensionistas, o sindicato consolidou uma estrutura que vai muito além da representação institucional. O SINDFER se tornou também um espaço de convivência, participação e pertencimento, no qual a categoria encontra motivos para permanecer unida mesmo fora do ambiente de trabalho.
Uma gestão que olha para o associado
Parte desse reconhecimento está diretamente relacionada ao trabalho desenvolvido pela atual presidência e diretoria. Uma administração dinâmica, presente e atenta às necessidades da categoria, que conseguiu transformar a participação dos associados em uma das marcas da entidade.
A realização frequente de eventos, confraternizações e atividades de integração demonstra que a direção compreende uma realidade muitas vezes esquecida por outras organizações: a vida do trabalhador não se resume ao contracheque, à jornada de trabalho ou à negociação coletiva.
Automóveis, televisores, bicicletas elétricas e outros bens de valor estão entre os prêmios sorteados em eventos que reúnem centenas de associados. Comida, bebida, música ao vivo e ambientes exclusivos completam uma programação que transforma os encontros sindicais em verdadeiras celebrações.
E não se trata apenas de festa. Trata-se de convivência, autoestima, integração e valorização, especialmente importantes para aposentados e pensionistas, que encontram nesses momentos a oportunidade de rever antigos companheiros, fazer novas amizades e manter vivos vínculos construídos ao longo de décadas de trabalho.

Uma colônia de férias de fazer inveja
Um dos maiores símbolos dessa política de valorização é a Colônia de Férias do SINDIFER, recentemente reinaugurada depois de passar por ampla revitalização.
À beira-mar, o espaço oferece casas e apartamentos com preços acessíveis, criando uma alternativa de lazer que beneficia diretamente os associados e suas famílias.
Mais do que uma estrutura física, a colônia representa uma conquista coletiva. É um patrimônio colocado a serviço da categoria e que ganha ainda mais significado quando utilizado para promover encontros e confraternizações.
Foi justamente nesse cenário que este escriba teve a oportunidade, nesta semana, de participar como convidado de um evento promovido pelo sindicato — e testemunhar de perto a dimensão daquilo que o SINDFER construiu.
Uma festa em que nada foi esquecido
A impressão deixada pelo encontro foi de uma organização impecável.
Tudo parecia cuidadosamente planejado. O chope gelado, o churrasco, o buffet de qualidade, os sorteios, a música ao vivo e, principalmente, a disposição dos associados para celebrar e interagir deram ao evento um clima de verdadeira festa de gala.
Mas o que mais chamou atenção não foi apenas a estrutura.
Foi a satisfação estampada no rosto dos participantes.
O elevado número de associados presentes demonstrou que existe uma relação de confiança entre a entidade e sua base. A festa não era apenas um evento social. Era uma demonstração concreta de que os trabalhadores se reconhecem naquele espaço e valorizam a forma como são tratados.
Um modelo que concilia luta e alegria
O SINDFER demonstra que não existe incompatibilidade entre defender direitos e proporcionar lazer.
Ao contrário.
Um sindicato que mobiliza sua categoria para reivindicar melhores condições de trabalho, salários e direitos, mas também cria oportunidades de convivência, fortalece a própria capacidade de organização.
A política sindical não precisa ser feita apenas de assembleias, protestos e mesas de negociação. Também pode ser feita de encontros, abraços, música, churrasco e celebração.
É uma concepção particularmente importante quando se fala em aposentados e pensionistas. Depois de décadas dedicadas ao trabalho, essas pessoas não podem ser lembradas apenas quando o sindicato precisa de sua participação em alguma mobilização.
Elas precisam continuar se sentindo parte da categoria.
E é justamente aí que o SINDFER apresenta um diferencial.
O reconhecimento vem das urnas
O trabalho da atual direção não passou despercebido pelos associados. A recondução da presidência e da diretoria, em uma eleição livre e legítima, representa uma das formas mais importantes de reconhecimento de uma gestão sindical.
E há uma curiosidade que revela o tamanho dessa aprovação: muitos associados já lamentam a necessidade de substituição da atual direção em razão do limite estatutário que permite apenas dois mandatos.
Ou seja, aqueles que hoje desfrutam dos resultados da gestão não querem simplesmente trocar seus dirigentes. Querem preservar o modelo de administração, participação e respeito à categoria que foi construído.
Wagner Xavier: humildade diante do resultado

À frente desse trabalho está o presidente Wagner Xavier, que, apesar de comandar uma gestão reconhecida pela própria categoria, procura dividir os méritos com toda a equipe.
E talvez essa seja uma das características que melhor definem sua postura: não se colocar acima da entidade, mas entender que o sindicato pertence aos associados.
Como frase de efeito, o presidente resumiu sua filosofia de gestão, à esse jornalista:
“O sucesso do SINDIFER não pertence ao presidente. Pertence a cada associado que acredita, participa e ajuda a construir o sindicato que todos nós queremos.”
Essa visão ajuda a explicar por que a diretoria é percebida como próxima da base e por que o reconhecimento ultrapassa as questões administrativas.
Um exemplo a ser seguido
Em tempos em que algumas entidades sindicais acabam excessivamente concentradas em disputas políticas ou exclusivamente nas pautas salariais, o SINDFER oferece uma experiência que merece ser observada.
Não se trata de diminuir a importância da luta sindical. Ao contrário. A defesa dos direitos dos ferroviários continua sendo a razão fundamental da entidade.
Mas o sindicato compreendeu algo essencial: trabalhadores também precisam de lazer, convivência, reconhecimento e momentos de felicidade.
E quando esses momentos são compartilhados, a categoria se torna ainda mais forte.
Por isso, em nome da Coordenadora Thamires, a quem devo a honra do convite, fica aqui o reconhecimento a toda a equipe do SINDFER — do presidente à equipe de limpeza, sem exceção — pela dedicação, pelo profissionalismo e, sobretudo, pelo respeito demonstrado aos associados.
O evento desta semana foi mais do que uma confraternização.
Foi uma demonstração de que um sindicato pode lutar por direitos sem perder a capacidade de celebrar a vida.
E talvez esteja justamente aí uma das maiores virtudes do SINDFER: fazer com que seus associados não tenham apenas orgulho de pertencer a uma categoria, mas também prazer em fazer parte dela.
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