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Colômbia entra no 2º dia de buscas após terremoto de magnitude 7,4 que matou mais de 220 pessoas

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Colômbia entra nesta terça-feira (11/08) no segundo dia de buscas por vítimas do terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país na segunda-feira (10). O tremor deixou 224 mortos, além centenas de feridos e vários imóveis destruídos.

Nesta terça, cerca de 3.000 pessoas estavam desaparecidas, segundo a agência de notícias Associated Press.

O presidente Abelardo de la Espriella declarou “situação de emergência” no país e afirmou que todas as capacidades do governo estão mobilizadas para atender as comunidades afetadas e levar ajuda às regiões atingidas.

O terremoto, o mais forte na Colômbia neste século, ocorreu às 9h34 no horário de Brasília (7h34 no fuso local), segundo os serviços geológicos da Colômbia e dos Estados Unidos. O epicentro foi registrado perto de San José del Palmar, no oeste do país.

Nas primeiras horas após o tremor, as principais cidades da região viveram momentos de pânico, com milhares de pessoas evacuadas enquanto edifícios desabavam ou sofriam danos graves, segundo jornalistas da AFP.

Em Cali, uma das cidades mais afetadas, pelo menos 20 estruturas foram destruídas, com pessoas presas em seu interior, segundo as autoridades locais. O principal hospital público da cidade também perdeu “70% da infraestrutura”.

“Estamos realizando todos os trabalhos necessários para retirar as pessoas com vida. Muita gente veio, com equipamentos, comida, ajudando os bombeiros, ajudando as pessoas”, disse Andrés Felipe Mejía, um socorrista voluntário em Cali, à AFP.

Em Pereira, capital de Risaralda, o prefeito Mauricio Salazar afirmou que havia “muitas pessoas feridas”, outras “presas em meio aos escombros” e que a situação era “crítica”. Na vizinha Manizales, uma das torres da catedral da cidade se desprendeu.

“Há muitíssimos edifícios com danos estruturais ou em suas fachadas. Neste momento, o trânsito está colapsado, as pessoas não querem voltar para suas casas por medo de um novo tremor”, disse Jaime Zuluaga, administrador de 50 anos.

Em Bogotá, edifícios foram esvaziados e centenas de pessoas saíram às ruas em meio ao barulho das sirenes. Segundo o prefeito Carlos Galán, até o momento foram registradas apenas rachaduras superficiais em algumas casas e edifícios na capital.

Soldados e engenheiros militares do Exército colombiano foram enviados a cinco estados do país, os mais afetados, para auxiliar nos trabalhos de resgate, segundo o governo Espriella.

 

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