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Governo Cláudia Oliveira gastou R$50 milhões em pavimentações ordinárias e eleitoreiras

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Diz o dito popular que após a tempestade vem a bonança. Em porto Seguro, após o “tsunami” do governo Cláudia, formou-se um tsunami maior ainda.

Relatórios preliminares da equipe de transição do prefeito eleito Jânio Natal revelam, especialmente no setor de pavimentação, valores investidos e resultados físicos absurdamente incompatíveis e desproporcionais. Os contratos para pavimentação e manutenção de ruas e avenidas de alguns bairros da cidade somam, de acordo o levantado até o momento, cerca de R$ 50 milhões de reais, demonstrando anos luz de distancia, se comparado com a qualidade e o volume do serviço realizado.

Asfalto aplicado sem o menor rigor de engenharia

Em 30 de setembro de 2019 foi celebrado com a Scopel Construções e Pavimentações, através da CP.004/2019, contrato no valor de 34 milhões e trezentos e trinta e três mil reais para que a mesma pavimentasse, num prazo de 21 meses, com possibilidade de prorrogação por mais 24 meses, 169 ruas nos bairros Santiago (Arraial d’ajuda), Paraguai, Casa Novas, Parque Ecológico, Fontana I, Fontana II, Mercado do Povo, Cambolo, Vila Jardim, Vila Verde (Trancoso), Campinho, Br-367, Miraporto, Pindorama, Rua do Telégrafo, Nilo Fraga, Outeiro da Glória, Taperapuan, Baianão e Mundaí. Pois bem! O contrato nem tinha vencido ainda e, certamente, o serviço anteriormente contratado, não tinha sido concluído, eis que a administração gera novo contrato com a mesma empresa, em 23 de junho de 2020, portanto, nove meses depois, nasce uma nova criança, no valor de R$ 13 milhões e duzentos e vinte dois mil, com prazo de 20 meses para execução podendo ser prorrogado por mais 24 meses.

Este último contemplou através da CP. 001/2020 os bairros da Agrovila, Trancoso, Arraial, Campinho, Mundaí, Village I e II, Frei Calixto, Xurupita, Vera Cruz, Pindorama e Parque Ecológico.

Uma farra sem precedentes na história de Porto Seguro, com o dinheiro do contribuinte, e uma tentativa sórdida de embromar os moradores com um serviço ordinário, desprezando conceitos elementares de engenharia, com o objetivo de se perpetuarem no poder.

A equipe de transição ficou de repassar à nossa redação, imagens das ruas, supostamente asfaltadas, e brevemente estaremos divulgando as aberrações e o engodo perpetrado.

Passeio da Av. Pitangueiras, no bairro Paquetá

Somam-se a esses famigerados contratos, outra CP. 002/2019 datada de 19 de junho de 2019, no valor de R$ 3 milhões e oitocentos e quatorze mil, para serviços de recuperação e manutenção de pavimentação em paralelepípedos, passeios públicos, e obras de contenção, redes de drenagem e condução superficial de águas pluviais, com prazo de validade de 360 dias.

A iniciativa de se pavimentar regiões de difícil acesso e com populações carentes é louvável. Entretanto, conceber essas realizações com viés político e proveito financeiro é abominável e devem ser punidas com todo o rigor da lei.

Reparar essas estripulias, desarmar o “tsunami” administrativo herdado, e oferecer serviços decentes á população, com licitude, qualidade e segurança será o desafio a ser vencido pela administração Jânio Natal/Paulinho Toa Toa.

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