As fortes chuvas que atingiram Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, provocaram uma das maiores tragédias recentes da região. Até o momento, 22 mortes foram confirmadas e 45 pessoas seguem desaparecidas. Só em Juiz de Fora, são 16 mortos e 40 desaparecidos. Diante da gravidade da situação, o município decretou estado de calamidade pública.
O volume intenso de chuva provocou deslizamentos de terra, desmoronamentos de encostas e o colapso de residências inteiras. Há relatos de famílias inteiras desaparecidas sob os escombros, o que aumenta ainda mais o clima de desespero entre moradores e equipes de resgate.
Para reforçar as buscas, equipes do Corpo de Bombeiros foram deslocadas de Belo Horizonte para atuar nas áreas mais atingidas. O governador de Minas Gerais também mobilizou a Defesa Civil estadual e a Polícia Militar para auxiliar nos trabalhos de resgate e garantir a segurança nas regiões afetadas.

Voluntários se juntaram às forças de segurança e participaram de dezenas de operações de salvamento, conseguindo resgatar pessoas vivas em meio aos escombros, além de recuperar corpos de vítimas soterradas. Segundo as autoridades, a Defesa Civil recebeu 331 chamadas durante o período das chuvas, a maioria relacionada a deslizamentos, risco estrutural e pedidos de socorro. Mais de 440 pessoas estão desabrigadas.
Além de Juiz de Fora, os municípios de Ubá e Matias Barbosa também estão entre os mais afetados pelos temporais.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram ruas completamente tomadas pela lama, casas destruídas e moradores em meio ao desespero. As cenas são estarrecedoras e evidenciam a força devastadora das chuvas que castigaram a Zona da Mata.
As buscas continuam de forma ininterrupta, enquanto autoridades monitoram áreas com risco de novos deslizamentos. A prioridade, neste momento, é localizar desaparecidos, prestar assistência às famílias atingidas e garantir abrigo às centenas de desabrigados.