Vítimas tinham entre 3 e 9 anos e estavam acompanhadas de familiares adultos quando a embarcação improvisada se afastou da margem e virou
Quatro crianças da mesma família morreram afogadas em uma lagoa no povoado de Salina Branca, na zona rural de Paramirim, no sudoeste da Bahia, no domingo (30/08). As vítimas tinham entre 3 e 9 anos e estavam com familiares adultos no momento do acidente.
Segundo informações do Corpo de Bombeiros, as crianças estavam dentro de um cocho, recipiente usado para alimentar animais, que estava próximo à margem. Com a movimentação do grupo, a estrutura se afastou da terra e acabou virando na água.

Uma quinta criança, de 11 anos, conseguiu deixar o cocho e nadar até a margem. Dois adultos, que também estavam no local, tentaram ajudar no resgate e conseguiram retirar o menino da água. As outras quatro crianças não conseguiram sair e morreram afogadas.
As vítimas foram identificadas como os irmãos Jeferson Davi da Silva Oliveira, de 9 anos, Jacson Diego Silva Oliveira, de 6, e José Diogo da Silva Oliveira, de 3, além do primo Lorenzo Almeida Cardoso, de 8 anos.
As equipes do Núcleo de Operações Aquáticas (NOA), do 7º Batalhão de Bombeiros Militar (7º BBM), com sede em Vitória da Conquista, iniciaram as buscas ainda no domingo. O primeiro corpo foi encontrado no primeiro mergulho. Outros dois foram localizados na segunda tentativa, enquanto o quarto foi encontrado por volta de 1h30 desta segunda-feira (31/08).
De acordo com os bombeiros, a lagoa tem aproximadamente cinco metros de profundidade, água escura e galhos submersos, fatores que dificultaram o trabalho dos mergulhadores. Policiais da 46ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) também auxiliaram na ocorrência.
Os corpos foram encaminhados ao Departamento de Polícia Técnica (DPT), responsável pela identificação e pelos procedimentos legais. O Samu também foi acionado, mas as crianças já haviam morrido quando o atendimento chegou ao local.
A tragédia provocou comoção entre moradores da região. Em uma mensagem compartilhada após o acidente, uma moradora lamentou as mortes: “Não há tamanho para a dor de perder quatro vidas tão pequenas e puras. É um vazio impossível de explicar e uma ausência que silencia o mundo.”
Fonte: Correios


