Justiça Federal condena cacique Suruí a 7 anos e 6 meses de prisão por armas e corrupção de menores
A Justiça Federal, por meio da Vara Única da Subseção Judiciária de Eunápolis (BA), condenou o cacique Weligton Ribeiro de Oliveira, conhecido como Suruí, a 7 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, pelos crimes de posse irregular de arma de fogo, porte ilegal de arma de uso restrito com numeração suprimida e corrupção de menores.
A sentença foi proferida na última sexta-feira (10/07) e tem como base uma ocorrência registrada em 2 de julho de 2025, durante uma abordagem da Força Nacional de Segurança Pública, na Operação Pataxó, em Porto Seguro.

Segundo a Justiça, Suruí transportava duas pistolas com numeração raspada, sete carregadores e centenas de munições de diversos calibres, incluindo munição de uso restrito. Durante a ação, dois adolescentes também estavam no veículo e, conforme as provas apresentadas, participavam de atividades relacionadas ao transporte, guarda e treinamento com armas de fogo.
Na decisão, o juiz destacou que depoimentos dos agentes da Força Nacional, além de mensagens e vídeos extraídos de aparelhos celulares apreendidos, comprovaram a participação dos menores e a responsabilidade do réu. A defesa alegou que as armas seriam entregues às autoridades, mas a versão foi rejeitada por falta de comprovação.
Além da pena de prisão, o condenado deverá pagar multa. O processo tramita na Justiça Federal por envolver fatos ligados aos conflitos na Terra Indígena Barra Velha do Monte Pascoal, no extremo sul da Bahia.