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Brasil amplia presença na ciência mundial e chega a 1.510 pesquisadores entre os mais influentes do planeta

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Número cresceu 3,4% em relação ao levantamento anterior; país mantém a 24ª posição no cenário internacional

A ciência brasileira ganhou mais espaço no cenário internacional. O Brasil chegou a 1.510 pesquisadores entre os cientistas mais influentes do mundo, segundo a edição 2026 de um levantamento elaborado pelo pesquisador John P. A. Ioannidis, da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, em parceria com a editora científica Elsevier.

A nova relação, divulgada em 7 de outubro, considera o impacto científico medido a partir das citações recebidas pelos trabalhos dos pesquisadores. No recorte referente ao impacto ao longo de 2025, o Brasil passou de 1.461 para 1.510 cientistas, crescimento de aproximadamente 3,4%, com 49 nomes a mais.

Apesar do avanço, o país permanece na 24ª colocação mundial. Os Estados Unidos aparecem na liderança, com 73.638 pesquisadores, seguidos pela China, com 37.203; Reino Unido, com 18.300; Alemanha, com 10.938; e Austrália, com 8.971.

Como funciona o levantamento

A base Stanford/Elsevier utiliza indicadores bibliométricos para medir a relevância da produção científica. Entre os critérios estão o número de citações recebidas pelos trabalhos, autoria e coautoria e indicadores relacionados ao impacto das publicações.

O levantamento contempla os 100 mil cientistas mais citados ou pesquisadores posicionados entre os 2% mais bem classificados em suas respectivas subáreas científicas. Por isso, integrar a relação representa uma importante referência de repercussão acadêmica internacional.

Entre os pesquisadores de destaque que atuam no Brasil estão Carlos Augusto Monteiro, da Universidade de São Paulo (USP); Constantino Tsallis, do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF); Jayme Garcia Arnal Barbedo, da Embrapa; Cesar Gomes Victora, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel); e José Marengo, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

USP lidera entre instituições brasileiras

A Universidade de São Paulo ocupa posição de destaque. Dados divulgados pela própria instituição apontam 284 pesquisadores da USP na lista referente ao impacto científico anual, o equivalente a 18,8% dos cientistas do país incluídos nesse recorte.

Em seguida aparecem a Unicamp, com 105 pesquisadores, e a Unesp, com 87. Somadas, as três universidades estaduais paulistas concentram 476 nomes, correspondentes a 31,5% dos representantes brasileiros. A UFMG aparece com 64, enquanto UFRGS e UFRJ possuem 63 pesquisadores cada.

Reconhecimento e desafio

A presença de 1.510 cientistas vinculados ao Brasil entre pesquisadores de maior impacto internacional reforça a capacidade da produção científica nacional em áreas que vão da medicina e saúde pública à física, engenharia, agricultura e estudos ambientais.

O crescimento, porém, também evidencia um desafio. Embora tenha aumentado sua quantidade de representantes, o Brasil não avançou da 24ª colocação mundial, enquanto países como China apresentam crescimento mais acelerado. O resultado reforça a importância de investimentos contínuos em universidades, centros de pesquisa, formação de pesquisadores, inovação e desenvolvimento tecnológico.

Mais do que uma estatística, a presença brasileira no levantamento internacional mostra que, mesmo diante das dificuldades históricas de financiamento e estrutura, a ciência produzida no Brasil continua conquistando reconhecimento e ajudando a colocar o conhecimento nacional em evidência no mundo.

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