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Ministério da Saúde admite ineficácia de cloroquina e outros medicamentos do “kit covid”

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O Ministério da Saúde admitiu em documentos enviados à CPI da Covid  essa semana que medicamentos que compõem o chamado ” Kit  covid”, amplamente defendidos por Jair Bolsonaro, são ineficazes contra o vírus.

“Alguns medicamentos foram testados e não mostraram benefícios clínicos na população de pacientes hospitalizados, não devendo ser utilizados, sendo eles: hidroxicloroquina ou cloroquina, azitromicina, lopinavir/ritonavir, colchicina e plasma convalescente. A ivermectina e a associação de casirivimabe + imdevimabe não possuem evidência que justifiquem seu uso em pacientes hospitalizados, não devendo ser utilizados nessa população”, diz documento.

Em maio, o Ministério já havia emitido um parecer  contraindicando o uso dos medicamentos para pacientes internados com covid, mas o parecer só chegou à CPI essa semana. Duas notas técnicas foram entregues à comissão por um pedido do senador Humberto Costa (PT)

Os medicamentos são os mesmos usados para tratamento precoce, que são defendidos por apoiadores do governo e indicados pelo aplicativo do Ministério da Saúde, TrateCov , em Manaus (AM) em janeiro, no auge da crise de oxigênio no estado. A plataforma saiu do ar após a pasta alegar invasão hacker.

A CPI apura se a existência de um gabinete paralelo ao Ministério da Saúde influenciou o atraso na compra das vacinas, o favorecimento de laboratórios e a compra de medicamentos do “kit covid” sem eficácia para o tratamento da doença.

Uma primeira lista de testemunhas que são investigadas pela comissão por terem composto este gabinete e insistido no uso dos medicamentos são: o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, o ex-chefe da comunicação do governo, Fábio Wajngarten , as médicas Mayra Pinheiro  e Nice Yamaguchi  e o ex-chanceler Ernesto Araújo .

Também constam na lista de investigados: o ex-assessor do Ministério da Saúde Élcio Franco , o conselheiro do presidente Arthur Weintraub , o empresário Carlos Wizard , Franciele Fantinato, Helio Neto, Marcellus Campelo, Paulo Marinho Zanotto, Luciano Dias Azevedo e o atual chefe da pasta, Marcelo Queiroga .

Fonte: Congresso em Foco

 

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