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Oitava baleia jubarte é encontrada encalhada no litoral baiano; mais uma em Alcobaça-BA

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Mais uma baleia jubarte foi encontrada encalhada no litoral da Bahia. Desta feita, o animal foi encontrado na Praia de Alcobaça-BA, próxima à Cabana do Sr. Manoel. Este é o segundo encalhe registrado em Alcobaça, nos últimos meses; o primeiro foi em 16 de julho

Alguns destes animais acabam morrendo encalhados, como no primeiro caso de Alcobaça, em 16 de julho . De janeiro até o último domingo (8/08), 30 encalhes foram registrados em todo o litoral brasileiro, seis a mais, comparando com o mesmo período de 2019.

“Há 25 anos que a gente vem monitorando os encalhes em toda a região. É importante monitorar para avaliar se tem alguma nova causa ou algo alarmante que chame atenção. Esse ano parece que vai ser um ano normal. Os filhotes começam a nascer agora em agosto, eles representam cerca de 50% dos encalhes, é aquela mortandade neonatal, são aqueles que nascem doentes ou se perdem da mãe”, contou Eduardo Camargo, coordenador geral do Projeto Baleia Jubarte.

Nesta temporada, os encalhes de filhotes somam quase 70%. Um filhote de baleia jubarte encontrado em uma praia de Porto Seguro , foi o único encalhado vivo no estado até o momento. Apesar do esforço para devolvê-lo ao mar, o filhote voltou a encalhar e morreu. De acordo com o projeto, ele tinha nascido há poucos dias, mas já estava doente.

Sete baleias jubartes já foram encontradas encalhadas em praias do litoral do extremo sul baiano, este ano, segundo o Projeto Baleia Jubarte, que pesquisa e monitora os animais no Brasil. A temporada de reprodução delas começou em julho e vai até novembro. É um período em que os encalhes aumentam.

O Projeto Baleia Jubarte informou que monitora essas situações e, por estar com a equipe reduzida durante a pandemia de Covid-19, prioriza as ocorrências mais urgentes, de baleias vivas.

O Arquipélago dos Abrolhos, no extremo sul do estado, é berçário da espécie, que todo ano vem da Antártida para se produzir e ter os filhotes. Nesta temporada, os pesquisadores do projeto acreditam que cerca de 20 mil baleias jubarte estejam pelo litoral brasileiro.

Normalmente, as baleias jubarte começam a chegar no Brasil em julho.  .No entanto, esse ano, Segundo o Projeto Baleia Jubarte, as Baleias Jubartes, desde o dia 30 de abril elas têm sido vistas em águas do país.

Os primeiro registros foram feitos em Ilhabela (SP), Rio de Janeiro e Espírito Santo. Vindas das regiões da Antártida, as jubartes procuram as águas mais calmas, quentes e rasas da costa brasileira para acasalar, parir e amamentar seus filhotes no inverno e primavera.

A presença de baleias jubarte no litoral brasileiro é comum nesta época do ano, mas elas apareceram em número maior na atual temporada. O encalhe de baleias jubarte no primeiro semestre deste ano bateu recorde, segundo levantamento feito pelo Projeto Baleia Jubarte no litoral do país.

Foram 48 encalhes nos seis primeiros meses do ano, enquanto o recorde anterior ocorreu em 2016, com 22 casos documentados, desde o início da sistematização dos dados em 2002. Neste ano, os registros de encalhe foram só de animais já mortos.

Total de baleias encalhadas já chega a 74 no ano

O número de encalhes no primeiro semestre de 2021 já superou os encalhes registrados nos doze meses dos anos de 2002 até 2009, 2011, 2012 e 2015. Além desses 48 encalhes até junho, outros 26 já ocorreram no mês de julho, somando 74 até agora.

O coordenador de pesquisa do Projeto Baleia Jubarte, Milton Marcondes, explicou que encalhes de baleias ocorrem por diversos motivos, como morte natural, aproximação das redes de pesca ou busca por alimentação em águas mais rasas. Ele ressaltou que há anos atípicos em relação ao encalhe, como ocorreu em 2010, com 96 casos; e 2017, com 122.

Como a maior parte dos animais encalhados neste ano são jovens que ainda não estão na idade de reprodução e estão mais magros do que o comum, Marcondes afirma que há grande possibilidade de eles terem se aproximado da costa buscando alimento, aproveitando os cardumes mais volumosos de peixes localizados nos litorais paulista e catarinense.

“Tem alguns anos que são atípicos, estamos em um ano atípico desses. Estamos com bichos muito magros, que não conseguiram se alimentar direito. Deve ter diminuído [a quantidade de] krill esse ano e aí eles estão vindo para perto da costa em busca de comida, principalmente os jovens que não estão na idade de reproduzir”, explicou o pesquisador.

As baleias jubarte alimentam-se de krill – tipo de crustáceo – e pequenos peixes. O fato de os animais encontrados estarem mais magros pode indicar diminuição da oferta de krill nas regiões mais profundas, conforme apontou Marcondes, o que atrairia as baleias para regiões mais próximas da costa que tem maior oferta de alimento.

Para ajudar os animais encalhados, o Projeto Baleia Jubarte tem atuação com telefones de emergência, que também recebe ligação a cobrar.

Veja os números abaixo:

  • Caravelas: (73) 3297-1340 (em horário comercial, de segunda a sexta-feira) e (73) 98802-1874 (WhatsApp 24h)
  • Praia do Forte: (71) 3676-1463 (em horário comercial, de segunda a sexta-feira) e (71) 981542131 (WhatsApp 24h)

Com informações: G1 e Agência Brasil

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