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Há vinte anos, a ousadia e o fanatismo religioso desafiaram a maior potencia militar do mundo

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Na manhã de 11 de setembro de 2001, a programação da TV foi interrompida com a notícia de que um avião havia se chocado contra a torre Norte do complexo industrial World Trade Center (WTC), em Nova York, nos Estados Unidos, às 8h46. De imediato, muita gente supôs ser apenas um triste acidente. Até que, às 9h03, um segundo avião bateu contra a torre Sul, e as manchetes passaram a tratar o episódio como atentado.

Outros dois aviões caíram nos minutos seguintes, um deles no Pentágono, centro de planejamento militar do governo em Washington, e outro em uma região desabitada do estado da Pensilvânia. Logo se descobriria que os ataques haviam sido orquestrados pelo grupo terrorista al-Qaeda e executados por 19 militantes, que sequestraram quatro aviões. As aeronaves saíram da costa leste dos Estados Unidos em direção ao outro lado do país. Elas tinham os tanques carregados de combustível para cinco horas de viagem.

Os atentados mataram quase três mil pessoas e levaram os Estados Unidos a declarar a chamada Guerra ao Terror. O primeiro alvo foi o Afeganistão, ainda em 2001, sob a alegação de que o país escondia o mentor dos atentados, o terrorista saudita Osama Bin Laden. Dois anos mais tarde, os Estados Unidos se voltaram contra o Iraque, acusado de abrigar armas de destruição em massa.

Bin Laden foi capturado e morto em 2011, mas ainda assim os Estados Unidos mantiveram tropas no país por mais dez anos. Ao longo das duas décadas de conflito, mais de 240 mil vidas foram perdidas, entre civis, militares e insurgentes. A estimativa é de uma pesquisa da Universidade Brown, nos Estados Unidos. Se, de um lado, a al-Qaeda saiu enfraquecida após a ofensiva estadunidense, de outro, o Taliban nunca esteve tão forte, e persistem no país graves ameaças aos direitos humanos, em especial aos direitos das mulheres.

Outro desdobramento do 11 de setembro foi a Guerra do Iraque, em 2003. A justificativa, novamente, foi o combate ao terrorismo. Mas, ao contrário da Guerra do Afeganistão, desta vez, a comunidade internacional não comprou completamente o discurso dos Estados Unidos, e os países se dividiram em relação ao conflito. A própria população norte-americana protestou contra a empreitada militar. A Guerra do Iraque teve como uma de suas principais consequências o vácuo de poder no país árabe, o que abriu brechas para o fortalecimento do Estado Islâmico.

Doze anos depois, em 13/11/2013, um prédio com 72 andares – Edifício 4 World Trade Center, foi erguido no local das Torres gêmeas

Edifício 4 World Trade Center

Os Números que entraram para uma parte sombria da história dos Estados Unidos são impressionantes:

Ao todo, 2977 pessoas morreram e mais de 6 mil ficaram feridas nos ataques terroristas causados por 4 aviões sequestrados por 19 jihadistas naquela manhã de setembro.

Só no atentado ao World Trade Center foram 2753 vítimas, entre elas 343 bombeiros e 23 policiais. Estima-se que 200 pessoas pularam ou caíram das torres antes mesmo delas desabarem.

A outra aeronave que atingiu o Pentágono provocou 184 mortos, enquanto a quarta — que não conseguiu atingir o Capitólio — levou 40 pessoas.

Ao todo, 1,5 milhão de toneladas de aço e detritos tomaram o quarteirão ocupado pelas torres gêmeas.

Mas as vítimas causadas pelo 11 de setembro não pararam naquele dia. Nos anos seguintes, mais de 500 mil vidas foram perdidas em combates no Iraque e no Afeganistão, principalmente do lado árabe. Entre os norte-americanos, foram mais de 6 mil.

A guerra ao terror e a caçada a Bin Laden também pesou nos cofres dos Estados Unidos, que gastou aproximadamente 1,15 trilhão de dólares.

20 anos depois, o número de pessoas afetadas indiretamente pelos ataques, entre familiares e amigos, é incontável.

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