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Caminhada liderada por Nikolas Ferreira protesta contra prisão de Bolsonaro e mobiliza apoiadores rumo a Brasília

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Idealizada pelo deputado federal mineiro Nikolas Ferreira (PL), uma caminhada que teve início em Paracatu (MG) ganhou repercussão nacional ao longo da semana como forma de protesto contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e em defesa da chamada dosimetria das penas — projeto aprovado pelo Congresso Nacional, mas vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A proposta busca reduzir as penas aplicadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) aos condenados por suposta tentativa de golpe de Estado.

A mobilização, que vem engrossando a cada dia com a adesão de apoiadores e parlamentares da direita, segue por rodovias federais em direção a Brasília (DF), onde a chegada está prevista para este domingo (25/01). Na capital federal, os organizadores planejam um ato político com discursos e manifestações contra o governo Lula e decisões do Judiciário.

Além das pautas centrais, o evento passou a incorporar uma série de reivindicações difusas, muitas delas sem detalhamento claro, que se apresentam como críticas gerais ao governo federal. Entre as propostas levantadas por participantes e aliados do deputado está a defesa de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduziria a idade mínima para candidaturas aos cargos de governador, presidente da República e senador. A medida, se aprovada, poderia beneficiar diretamente Nikolas Ferreira, que já é citado por aliados como potencial candidato ao governo ou ao Senado por Minas Gerais.

A presença de diversos parlamentares conservadores ao longo do trajeto reforçou a leitura de que a caminhada também se transformou em uma vitrine política, em meio à disputa por visibilidade nacional e fortalecimento de narrativas junto à base bolsonarista.

No entanto, a mobilização tem sido alvo de fortes críticas da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Segundo o órgão, o evento não foi previamente comunicado, tampouco contou com planejamento logístico adequado, o que teria provocado tumultos, paralisações parciais da pista e riscos à segurança viária. Diante da situação, Nikolas Ferreira foi intimado a prestar esclarecimentos, com a PRF alertando para as penalidades previstas em lei em casos de interdição irregular de rodovias federais.

Enquanto apoiadores tratam a caminhada como um ato legítimo de pressão política e manifestação popular, críticos apontam improviso, uso político do movimento e desrespeito às normas de segurança. A expectativa agora se volta para o ato previsto em Brasília, que deve concentrar lideranças da direita e ampliar o embate político entre oposição, governo federal e instituições.

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