A 14ª sessão Ordinária do primeiro período Legislativo do ano de 2022, em Porto Seguro, mais uma vez, teve a votação importante de projetos do executivo municipal e da própria Câmara, prejudicados pela ausência de quorum necessário, exigidos pelo regulamento interno da Casa.
Dentre as matérias que deixaram de ser votadas, constam os surrados títulos de Cidadão Portossegurenses.
A sessão conduzida pelo vereador e Primeiro Secretário da Mesa, Enildo da Gama, mais conhecido como Roló, foi marcada por embates entre o presidente eleito da Câmara, para o biênio 23/24, Dilmo Santiago e o atual Segundo Secretario da Casa, vereador Van Van.
As arestas entre os dois vereadores, embora tratadas com cordialidade e respeito, evidenciaram as seqüelas deixadas pela eleição do referido pleito citado acima.
Van Van queixou se de ameaças feitas pelo líder de governo e futuro presidente da Casa, Dilmo Santiago, em um programa de radio, no Arraial d’Ajuda, quando, segundo Van Van, Dilmo teria sugerido denunciar irregularidades na venda de terrenos em loteamento de sua propriedade no bairro “Altos de Vila”, no Arraial d’Ajuda.
O líder de governo se defendeu alegando que ainda estava sob o calor das eleições, quando concedeu a entrevista, e que houve um mau entendimento do vereador sobre o que fora dito.
Por fim, os vereadores relevaram os pronunciamentos e, aparentemente, acataram a sugestão da vereadora Lia Arigato, que sugeriu que essas questões fossem tratadas em reuniões internas e que ”roupa suja se lava em casa”.
Chamou também a atenção na sessão, as críticas generalizadas dos edis à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça da Casa) que, de acordo os vereadores Bolinha, Lia Arigato e do também líder do governo, Dilmo Santiago, tem sido lenta e inoperante, no que diz respeito aos pareceres jurídicos emitidos pela mesma, sem os quais os projetos deixam de serem pautados.
Os vereadores Charles Senna e Nilsão, que fazem parte da comissão, juntamente com o vereador Dr. Anderson, se defenderam das acusações de perseguição, formuladas pelo vereador Bolinha, e afirmaram que as reuniões da comissão estão acontecendo normalmente todas as segundas feiras, na sede da Câmara, e que não há nenhuma orientação para que projetos, de quem quer que seja, sejam protelados na comissão.
