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Entenda a origem e o significado do Dia de Finados

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O Dia dos Finados é uma data marcante para milhares de pessoas no Brasil, mas a origem da celebração é desconhecida para muitos.

Os primeiros registros de orações pelos cristãos falecidos datam do século 1, quando era costume visitar túmulos de mártires. No ano 732, o papa Gregório III autorizou os padres a realizar missas em memória dos falecidos.

Não demorou para o 2 de novembro ser adotado em toda a Europa. Com a chegada do ano 100, acreditava-se que o mundo acabaria, por isso era preciso rezar para as almas saírem do purgatório antes disso.

A partir do século 15, o feriado se espalhou pelo mundo. Cada parte do mundo celebra esta data a seu modo. No México, por exemplo, existe a chamada “Festa dos Mortos”  que une a celebração católica a antigos rituais astecas. Já no Brasil, a tradição é ir aos cemitérios levar flores, acender velas e rezar pelos entes queridos que já morreram.

Vida e Morte: Como amenizar a saudade e lidar com a dor da perda

O escritor britânico C.S. Lewis (1898-1963) – autor de “As Crônicas de Nárnia” – disse, certa vez, que perder sua esposa Joy Davidman para o câncer em 1956 foi um dos piores momentos de sua vida.

“Sua ausência é como o céu, que se estende sobre tudo”, escreveu ele em “A Anatomia de Uma Dor”, livro publicado em 1961 e que hoje é considerado um clássico sobre as questões fundamentais da morte e fé em meio à perda.

Embora seja uma resposta emocional normal ao sofrimento, a dor do luto é uma das experiências mais difíceis que existem e pode desencadear uma variedade de sentimentos inesperados como culpa, ansiedade e tristeza.

Para muita gente essas emoções costumam voltar à tona durante as comemorações do Dia de Finados, feriado celebrado nesta terça-feira (2) em todo o Brasil.

Segundo especialistas, o processo de luto é sempre difícil porque lida diretamente com o nosso medo da morte – realidade que, além de inexorável, é comum a todos.

“O luto é um processo que envolve nosso corpo, nossa mente e nossas emoções, tendo como finalidade desfazer a dor que sentimos por toda e qualquer perda pela qual passamos”, diz Evaldo d’Assumpção, médico e tanatólogo (ciência que estuda a morte).

Ele explica que tanto a morte como o luto carregam muito estigma porque ainda são considerados tabu em muitas culturas.

“Para muitos, lidar com a perda de uma pessoa querida traz pesos sociais e rótulos negativos. A começar pelo fato de que a morte em si já é um grande tabu em nossa cultura”, aponta o médico. “É um tema complexo porque está relacionado a crenças pessoais e sociais enraizadas no dia a dia. Por exemplo, tem gente que acredita que falar sobre a morte ou até mesmo pensar nela irá atraí-la. Por isso acaba sendo um assunto sensível de se discutir”, analisa.

No entanto, o especialista informa que, ao contrário do que se supõe, o sofrimento do luto não está restrito somente à perda de um ente querido. “Não é um sentimento relacionado somente à morte, mas acontece em toda a situação em que sofremos uma perda na vida”, esclarece d’Assumpção. “Pode ser uma relação afetiva que termina, um negócio importante que não dá certo, um projeto que anelamos e que não se concretiza, tudo isso produz o luto”, realça.

Fonte: O Tempo

 

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