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Prefeita desconsidera possível segunda onda da pandemia e promove reabertura do município sem os cuidados devidos

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A Secretaria de Saúde do Estado da Bahia – Sesab -, o Comitê Científico do Consórcio Nordeste e uma série de especialistas estão alertando para segunda onda de contágio da pandemia do Covid-19, que a Bahia, o Nordeste e o Brasil podem enfrentar a partir desse mês, seguindo em dezembro e janeiro do ano que vem.

Só para se ter uma idéia, na Bahia, apenas entre os dias 17 e 18 de novembro, foram registrados 2.071 casos de Covid-19, uma taxa de crescimento de 0,6%, conforme dados da Sesab. Dos 377.445 casos confirmados desde o início da pandemia, 362.017 já são considerados recuperados e 7.415 encontram-se ativos. Até o dia 18 de novembro, o número total de óbitos por Covid-19 na Bahia desde o início da pandemia é de 8.013, representando uma letalidade de 2,12%.

Em Porto Seguro, conforme o boletim epidemiológico do dia 18 de novembro são, ao todo, 3.513 casos confirmados, dos quais 3.198 se recuperaram. 243 casos de isolamento respiratório, com 6 internados. 66 pessoas foram a óbito devido à doença no município.  

Mesmo diante da possibilidade, dessa segunda onda, a Prefeitura de Porto Seguro, por meio de decreto, autorizou a realização de festas de fim de ano na cidade, com diversas restrições, é verdade, embora, muito difíceis de serem cumpridas na risca.

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Até o dia 27 de dezembro, o decreto municipal permite que bares, restaurantes, clubes, cabanas e outros estabelecimentos funcionem até as 4h. A partir do dia 28, o horário limite dos eventos será estendido para 6h.

Até o dia 31 de dezembro, os hotéis e pousadas devem operar até 70% de sua capacidade e a partir do dia primeiro já passam para os 100%.

Enfim, a prefeita de Porto Seguro, Cláudia Oliveira, que ao longo da pandemia, não realizou barreiras sanitárias no município, muito menos realizou testes em massa para população, embora tenha recebido, de acordo afirmações da Deputada Estadual Talita Oliveira, cerca de R$28 milhões em transferências dos governos Federal e Estadual para o combate ao Covid-19, agora, no fim de seu mandato, optou pela retomada econômica do município, que vive basicamente do Turismo, em detrimento do cumprimento efetivo das medidas de prevenção do Covid-19. Baseado num protocolo de segurança dúbio e excludente, pois, somente os estabelecimentos que possuem o selo “Porto Mais Seguro”, poderão estar aptos a funcionar, sendo que para conseguir o tal devido selo, existem, por exemplo, exigências como a presença de nutricionista em restaurantes, o que exclui os micro e pequenos empresários do setor, que não possuem condição financeira para manter tal profissional.  

A direção do Hospital de Porto Seguro “Deputado Luís Eduardo Magalhães” já manifestou preocupação com essa possível nova onda, principalmente devido a sua sempre alta taxa de ocupação em seus leitos de UTI. Afinal, os dez leitos de UTI anunciados, foram para o Neuroccor que, efetivamente, não se tem informação se os equipamentos estão à disposição da população.

Tarefa árdua que vai cair no colo da próxima administração, que vai ter que lidar com a dubiedade implícita de um município que precisa retomar de imediato sua principal fonte de renda, mas que também não pode deixar de conciliar com as medidas sanitárias devidas, coisa que a atual gestão não conseguiu.

Coerente com sua plataforma de governo apresentada durante a campanha e respaldada pela imensa maioria que lhe concedeu mais de 5 mil votos de vantagens sobre  o segundo colocado, o prefeito eleito Jânio Natal, que assume em janeiro de 2021, juntamente com sua anunciada Secretária de Saúde, Raissa Soares, prometem cumprir à risca as medidas de combate à pandemia, inclusive, já reveladas em entrevistas concedidas em mídias nacionais.

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