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Crise sanitária sem precedentes faz o Governo Bolsonaro manter dois ministros na saúde

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O Presidente Jair Bolsonaro dá claros sinais de que perdeu o controle da gestão sobre a pandemia do novo Coronavírus, que assola o país e o mundo, desde fevereiro de 2020.

Jair Bolsonaro vem travando uma queda de braço sem fim com os governadores e prefeitos que, diante da hesitação do presidente em liderar a implantação de medidas sanitárias recomendadas pela OMS (Organização Mundial de Saúde) como: distanciamento social, uso de máscaras etc.; recorreram ao STF, que lhes concederam autonomia para gerir a cruel crise, implantando as medidas referidas acima.

Desde o início da pandemia, o presidente assumiu uma postura negacionista, recomendando tratamento precoce, com medicamentos sem eficácia comprovada cientificamente; duvidando dos efeitos da doença e do agravamento que a mesma poderia assumir, atingindo números exorbitantes que, nas últimas semanas, registram, em média, 2000 mortes por dia.

“É só uma gripezinha”; “Não sou coveiro”; E daí”, foram algumas das expressões usadas pelo presidente que não saem da memória dos brasileiros, especialmente daqueles que tiveram parentes, amigos, companheiros, entre os mais de 286 mil vitimados por esta horrenda tragédia.

Após dispensar os médicos e Ministros, Mandetta e Nelson Teich, Bolsonaro nomeou o General Eduardo Pazuello para a pasta. Ocorre que, no início da semana, na segunda-feira (15/03), o presidente anunciou o nome de um novo ministro, o médico cardiologista, Marcelo Queiroga (relembre aqui), sem exonerar o Ministro Pazuello , e publicar o nome do novo ministro no Diário Oficial da União, até a data de hoje, o que mostra uma excepcional e inédita inovação, com a permanência de dois ministros na pasta.

O fato parece ter sido a solução achada pelo Governo Bolsonaro e, pelo visto, agradou os agentes envolvidos, já que o novo ministro declarou que sua gestão é uma continuidade da sofrível gestão Pazuello que, aquiescente, sem o menor constrangimento, aparece com o médico Queiroga em todas as cerimônias, eventos e intervenções da pasta.

Agora, só nos resta torcer para que o trabalho em dupla funcione e consigam nos tirar do abismo sanitário em que nos encontramos.

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