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Por 7X4 CPI aprova relatório final com 80 indiciados; presidente, filhos, ministros, parlamentares e empresários, compõem a lista

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A CPI da Covid  aprovou nesta terça-feira (26) por 7 votos a 4 o relatório final do senador Renan Calheiros  (MDB-AL) sobre a maior tragédia sanitária da história do Brasil — nesta terça, o país contabilizava 606.293 mortes desde o início da pandemia.

Com a aprovação do relatório, a comissão de inquérito criada para investigar ações e omissões do governo durante a pandemia encerra os seis meses de trabalho  pedindo o indiciamento de 78 pessoas e duas empresas.

O relatório aprovado pelos senadores tem 1.289 mil páginas e responsabiliza o presidente Jair Bolsonaro o por considerar que ele cometeu pelo menos nove crimes.

Randolfh Rodrigues, Omar Aziz e Renan Calheiros; a cúpula da CPI

Há também pedidos de indiciamento de ministros, ex-ministros, três filhos do presidente, deputados federais, médicos, empresários e um governador – o do Amazonas, Wilson Lima. Duas empresas que firmaram contrato com o Ministério da Saúde – a Precisa Medicamentos e a VTCLog – também foram responsabilizadas.

 Votaram a favor do relatório:

Votaram contra o relatório:

Após proclamar o resultado, Omar Aziz atendeu a um pedido da senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) e pediu um minuto de silêncio pelas vítimas da Covid

Conforme o relator, a CPI pôde comprovar:

  • o “evidente descaso” do governo com a vida das pessoas, comprovado no “deliberado atraso” na aquisição de vacinas;
  • a “forte atuação” da cúpula do governo, em especial do presidente da República, na disseminação de notícias falsas sobre a pandemia;
  • a existência de um gabinete paralelo que aconselhava o presidente com informações à margem das diretrizes científicas;
  • a intenção de imunizar a população por meio da contaminação natural (a chamada imunidade de rebanho);
  • a priorização de um “tratamento precoce” sem amparo científico de eficácia e a adoção do modelo como “política pública declarada”;
  • o desestímulo ao uso de medidas não farmacológicas – como as máscaras e o distanciamento social;
  • a prática, por parte do governo federal, de atos “deliberadamente voltados contra os direitos dos indígenas”.

“Com esse comportamento, o governo federal, que tinha o dever legal de agir, assentiu com a morte de brasileiras e brasileiros”, afirma no texto o senador Renan Calheiros.

 

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