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Com festa confirmada, folia indoor volta a ser cogitada como alternativa para Carnaval

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O Carnaval indoor, que surgiu como alternativa para substituir a folia tradicional nas ruas de Salvador, vem ganhando ainda mais força na boca dos foliões e na cabeça de alguns empresários, que se veem encurralados com a indefinição da festa em 2022.

Em um ano sem a pandemia da Covid-19, este seria o momento do esquenta para o verão, com a realização dos tradicionais ensaios que costumam convidar o público para curtir os blocos e camarotes da avenida.

Ao Bahia Notícias, o vereador Cláudio Tinoco (DEM) afirmou que já é trabalhado pela Comissão Especial de Acompanhamento da Retomada dos Eventos de Salvador, da qual ele é presidente, a ideia de um Carnaval indoor.

Segundo o democrata, vem se pensando em formas de colaborar com a festa caso a decisão do Governo e da Prefeitura seja da não realização do Carnaval em seu formato tradicional.

“Nós começamos nesta última semana a pontuar a possibilidade de nós trabalharmos no sentido de contribuir para um possível protocolo, se a decisão for por não ter um Carnaval de rua tradicional, seja qual for a dimensão e o formato, e licenciar os eventos fechados que já estão sendo lançados e comercializados na cidade”, afirmou o vereador Cláudio Tinoco (DEM).

Com o atraso na divulgação da decisão, resta para quem trabalha com a festa começar a articular o plano B, como é o caso da IESSI Entretenimento e da San Folia, que se uniram para lançar o Carnaval indoor de Ivete Sangalo no Centro de Convenções.

A artista, que seguiu na contramão de diversos cantores locais, não anunciou o desfile do seu bloco, o Coruja, para o possível Carnaval de 2022, e apostou direto na própria festa privada no mesmo período da folia do Momo com seis dias de evento e apresentações de atrações locais e nacionais.

Nenhum dos blocos da San Folia teve a venda anunciada para 2022.

A realização da festa, no entanto, levanta uma nova problemática para o vereador, que é a possibilidade de incentivar outras pessoas a “colocar o bloco na rua”, mesmo que de forma não autorizada.

“O Carnaval tem características próprias. Imagine uma grande festa de seis dias em um Centro de Convenções, que é cercado, mas que no seu entorno, pela visibilidade, vai atrair gente. Quem é que vai estar responsável por todas aquelas pessoas que vão estar no entorno. Será que as pessoas que ali estão também vão ter o estímulo para colocar o seu bloquinho, mesmo que seja familiar, na rua? São questões que a gente já começou a discutir”.

O governador Rui Costa (PT) reforçou que festas que acontecerem no período do Carnaval sem a autorização do Estado não terão a segurança da Polícia Militar.

“Quem realizar atividade na rua que desrespeita o decreto não vai contar com a participação do estado e da Polícia Militar. Aviso a toda a população para não se colocar em risco. Nós não apoiaremos evento desse tipo, que não respeita a vida humana e a saúde do próximo”.

A capital baiana tem outro grande evento no formato indoor confirmado para o mesmo período do Carnaval. O Carnavalito, que acontece na Arena Fonte Nova, contará com 3 dias de festa e já vem sendo anunciado desde o meio do ano.

O show, que já tem ingressos sendo vendidos a partir de R$ 225, mistura atrações que normalmente tocariam na folia, com show de artistas que não costumam se apresentar em trios, como Sorriso Maroto e Zé Vaqueiro.

De acordo com a organização da festa, “o Carnavalito tem acesso controlado e será realizado obedecendo todos os protocolos vigentes de biossegurança das autoridades sanitárias”.

Até o momento, o Governo da Bahia liberou a realização de eventos com venda de ingressos no estado para 3 mil pessoas. É possível que a capacidade seja ampliada, caso os números da Covid-19 caiam no Estado.

Fonte: Bahia Notícias

 

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