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Projeto, que tem o Instituto Lixo Zero como parceiro, pretende dar outro destino para o lixo de Porto Seguro.

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“Chega de enterrar dinheiro” disse o vereador Vinícius Parracho ao apresentar o projeto do Instituto.

Durante a sessão da Câmara Municipal de Porto Seguro dessa quinta-feira, 8 de julho, o vereador Vinícius Parracho apresentou projeto para a questão do lixo, numa gestão voltada à reciclagem e à compostagem, como forma economicamente viável para o município; tanto na redução de custos, como também, na arrecadação de dinheiro e na geração de empregos.

Na oportunidade, por meio de um simulador, ele demonstrou a estimativa de custos para Prefeitura de Porto Seguro, em cima das toneladas de lixo; um custo anual de cerca de R$12 milhões, que a partir do tratamento adequado dos resíduos sólidos e da circulação da economia, segundo o levantamento da simulação, chegariam a uma receita de R$24 milhões, ou seja, uma projeção de quase o dobro do valor do custo – além da geração de empregos para o município.

Projeto de compostagem na cidade de Florianópolis-SC

Em entrevista para o Jojô Notícias, o edil revelou que vem mantendo contato com Instituto Lixo Zero, parceiro do projeto e que, a seu convite, a embaixadora do Instituto Lixo Zero da Bahia, da região de Ilhéus,  Priscila Costa, esteve em Porto Seguro durante essa semana, para o desenvolvimento da proposta.

Porto Seguro gera todos os dias cerca de 200 toneladas de lixo. Conforme o vereador Vinícius Parracho, o projeto prevê a resolução de cerca de 90% desse lixo gerado, dos lixos orgânicos por meio da compostagem e dos recicláveis, ambos os casos  poderiam ser reinseridos ao mercado. “Na verdade, o que Porto Seguro faz, é enterrar dinheiro, porque quando a gente leva esse lixo e enterra no lixão, que hoje é um aterro controlado, e passamos o trator por cima, a gente está, simplesmente, enterrando dinheiro, enterrando emprego, perdendo a oportunidade de beneficiar nossa cidade e agredindo o meio ambiente”, considerou Vinícius Parracho.

A intenção do projeto é criar dois centros: um, de compostagem; onde o vereador já vem abrindo diálogo também com a Universidade Federal nesse sentido, para transformar o lixo orgânico em adubo. E outro, de Sustentabilidade, num modelo que o vereador pretende replicar, futuramente, aos distritos.

Pelo que conta Vinícius, o projeto será apresentado para as secretarias: de Meio Ambiente, obviamente; e para a de Serviços Públicos, que é responsável pelo contrato do lixo.

 

Além disso, também pretende trabalhar na formação de líderes no Lixo Zero. Nesse intuito, já estão previstos para os próximos meses, a formação online de jovens engajados com o tema. “O lixo não se limita apenas ao Meio Ambiente, ele impacta também na nossa economia. É uma exigência do mercado do Turismo mundial, onde boa parte dos  turistas estrangeiros está optando por destinos que respeitam o Meio Ambiente e que tratam seu lixo de forma adequada”, concluiu o edil.

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