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Corrupião é considerado uma das aves mais bonitas do Brasil

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Se na natureza existisse concurso de beleza, o corrupião seria forte candidato. Também conhecido por joão-pinto e sofrê, a espécie é considerada uma das aves mais bonitas do País.

O título se deve à plumagem laranja do peito, pescoço, ventre e crisso que contrasta com o preto pigmentado do capuz, dorso, asas e cauda.

Como se não bastassem as cores intensas bem distribuídas em 26 centímetros de comprimento, a ave de olhos claros também conquista pelo canto: é considerada “dona” de uma das vocalizações mais melodiosas do continente.

Endêmico do Brasil, o corrupião ocorre nos estados do Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste do País, além do leste do Pará, Goiás e Tocantins.

Comum em áreas de Caatinga e zonas secas abertas, também habita bordas de florestas e clareiras, onde vive aos pares.

Ecologia

Alimentação

É onívoro, alimenta-se a várias alturas, com preferência para a vegetação mais baixa. Consomem frutos, sementes, insetos, aranhas e outros pequenos invertebrados. Comem também néctar de flores e frutos de cactos. Um curiosidade é o consumo da flor de Ipê-amarelo e Mulungu, que atuam na coloração de sua plumagem.

O Corrupião pode se tornar um problema em regiões em que antes não habitava, por invadir e se alimentar também, de ovos de ninhos de outras espécies.

Reprodução

Reproduz entre a primavera e verão, atinge a maturidade sexual de 18 a 24 meses. Pode construir seu próprio ninho, mas costuma ocupar ninhos de outras espécies para procriar (ex.: bem-te-vi e joão-de-barro), cada ninhada geralmente tem entre 2 e 3 ovos, e 14 dias de incubação.

Ameaças

Por ser apreciada pela beleza e canto, as principais ameaças são a caça indiscriminada e tráfico de animais silvestres, assim como a destruição de seu habitat.

Comportamento

O Corrupião vive em pares, não costuma acompanhar bandos mistos de aves. Podem se postar de modo estranho quando cantam, ficando de cabeça para baixo, esticando o pescoço para cima ou eriçando as penas. Tem o hábito de invadir ninhos de outras espécies ,expulsando os donos e jogando para fora seus ovos ou suas crias. Mas criadores do Icterus jamacaii, alegam ser mansos quando criados em cativeiro. Podem porém dar bicadas mas não chegar a machucar.

Fonte: G1

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