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Festa de Iemanjá desmonta fake news e reafirma: o Quadrado de Trancoso é do povo

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Nos últimos dias, o Quadrado de Trancoso, um dos símbolos mais fortes da identidade cultural e histórica do sul da Bahia, foi alvo de postagens falsas, ilações e narrativas de cunho político-eleitoreiro nas redes sociais. As publicações espalharam a ideia de que estaria sendo instalada uma cancela para restringir ou dificultar o acesso da população ao espaço, numa tentativa clara de gerar medo, indignação e desgaste político.

A realidade, no entanto, falou mais alto — e falou diante de todos.

Nesta segunda-feira, 2 de fevereiro, durante a tradicional Festa de Iemanjá, o Quadrado foi tomado por uma multidão imensa, formada por moradores, devotos, lideranças religiosas e turistas. Um verdadeiro mar de gente ocupou o espaço livremente, sem qualquer tipo de restrição, em um ato de fé, devoção e pertencimento que desmascarou por completo a campanha mentirosa.

Secretário de Turismo, Guto Jones; Gestora do Litoral Sul, Alessandra Quaresma e o Secretário de Governo Cláudio

O que se viu foi o de sempre: o Quadrado aberto, vivo e popular, como manda a história e a tradição de Trancoso.

A narrativa construída artificialmente nas redes não resistiu à força da realidade. Nenhuma barreira ao acesso de pessoas, nenhum controle de entrada, nenhum impedimento. Pelo contrário: o povo passou, ocupou, celebrou e mostrou, na prática, que o Quadrado é do povo — e sempre será.

E é impossível não fazer o paralelo com a célebre canção de Caetano Veloso, quando canta que “a Praça Castro Alves é do povo como o céu é do condor”. Em Trancoso, o sentimento é o mesmo. O Quadrado pertence à coletividade, à fé, à cultura e à história, não a interesses particulares nem a disputas políticas rasteiras.

O que os boatos convenientemente omitiram — ou distorceram de forma deliberada — é que as cancelas existentes no entorno têm um único objetivo: impedir que o Quadrado seja utilizado como estacionamento de veículos, protegendo o patrimônio histórico, o paisagismo e a experiência de quem frequenta o local. Trata-se de um equipamento de ordenamento urbano, amplamente utilizado em diversos destinos turísticos do Brasil e do mundo, justamente para preservar espaços públicos de valor cultural.

Não se trata de impedir pessoas. Trata-se de organizar o uso do espaço.

A Festa de Iemanjá cumpriu, assim, um papel que vai além da religiosidade: escancarou a verdade, derrubou versões fantasiosas e mostrou que Trancoso segue fiel à sua essência. O Quadrado continua sendo palco de encontros, celebrações, manifestações culturais e religiosas — aberto, democrático e popular.

A fé ocupou o espaço. O povo passou. A mentira caiu.

Veja galeria de fotos abaixo:

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