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PGR pede arquivamento de investigação contra Bolsonaro sobre fraude em cartão de vacina

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A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu, nesta quinta-feira (27/03), o arquivamento de investigação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro sobre a suposta fraude em cartão de vacina. O pedido de arquivamento foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) um dia após a Corte tornar o ex-presidente e sete aliados rés por tentativa de golpe de estado.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, informou não existem elementos que justifiquem a responsabilização de Bolsonaro pelos crimes de inserção de dados falsos em sistema de informações. Conforme divulgado pelo jornal O Globo, o mesmo se estende ao deputado federal Gutemberg Reis (MDB-RJ).

Bolsonaro, Gutemberg Reis e o tenente-coronel Mauro Cid chegaram a ser indiciados em março do ano passado pelos crimes de associação criminosa e inserção de dados falsos em sistema de informação. No entanto, para o PGR, embora Cid tenha narrado em sua delação premiada ter agido no suposto esquema da falsificação de vacinas a mando de Bolsonaro, essa versão não foi corroborada por outras pessoas ou por outras provas, inviabilizando a apresentação de uma denúncia.

A investigação, deflagrada oficialmente em maio de 2023, visava esclarecer se teriam sido forjados dados do certificado de vacinação de parentes do ex-presidente, como de sua filha, Laura Bolsonaro, de 12 anos.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão na casa da família Bolsonaro e de prisão contra ex-funcionários e o inquérito apontava que os dados falsos de vacinação do ex-presidente Bolsonaro e sua filha foram inseridos no sistema pelo então secretário de Governo de Duque de Caxias (RJ), João Carlos de Sousa Brecha.

Segundo a PF, o modus operandi se dava da seguinte forma: a partir da solicitação da pessoa que queria se beneficiar com o certificado de vacinação, Cid encaminhava o pedido ao ex-militar Ailton Barros, aliado de Bolsonaro, que por sua vez encaminhava as informações e o pedido a João Carlos Brecha, que executava as inserções de dados falsos no sistema do Ministério da Saúde.

Fonte: Bahia Notícias

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