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Funcionária do Sinpojud denuncia assédio, perseguição e constrangimento no ambiente de trabalho

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Trabalhadora, que atua há mais de 14 anos no sindicato, afirma ter sido abordada em sua sala por funcionário do RH acompanhado de segurança armado e outras pessoas. Em vídeo, ela relata medo, insegurança e pede providências à direção da entidade

Uma profissional que trabalha há mais de 14 anos no Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado da Bahia (Sinpojud) decidiu romper o silêncio e tornar pública uma situação que, segundo seu próprio relato, vem enfrentando dentro do ambiente de trabalho.

Em um vídeo divulgado nesta sexta-feira, 2 de outubro de 2026, a funcionária aparece visivelmente aflita e relata episódios que classifica como constrangedores e intimidatórios. Segundo ela, a decisão de gravar e publicar o vídeo ocorreu após acontecimentos registrados nos últimos dias e também por preocupação com a própria segurança.

De acordo com o relato, no dia 30 de setembro, às 12h23, ela foi comunicada de que deveria iniciar suas férias já no dia seguinte. A trabalhadora afirma ter questionado o procedimento, alegando que a legislação trabalhista prevê antecedência mínima para a comunicação das férias, e decidiu continuar trabalhando sob orientação jurídica.

Abordagens dentro da sala

Após questionar a determinação, a funcionária afirma que foi procurada por duas vezes, dentro de sua própria sala, pelo responsável pelo setor de Recursos Humanos do sindicato.

Segundo ela, nas duas ocasiões o funcionário estava acompanhado de um segurança armado para tratar da entrega de uma advertência.

O segundo episódio, conforme o relato, teria sido ainda mais angustiante. A trabalhadora afirma que estava sozinha quando o funcionário do RH entrou acompanhado de outras três pessoas — dois homens e uma mulher. Entre os homens estaria o segurança armado.

“Naquele momento, fiquei diante de três homens, sendo um deles um segurança armado”, relata a profissional no vídeo, acrescentando que se sentiu insegura, coagida e com medo diante da situação.

A funcionária ressalta que não está envolvida em qualquer situação criminal e que sua reivindicação seria pelo cumprimento da legislação e pelo tratamento respeitoso no ambiente profissional.

“Eu sou trabalhadora”

Em tom de desabafo, ela chama atenção para a contradição que, em sua avaliação, existe entre o episódio que afirma estar vivendo e a própria natureza da entidade onde trabalha.

“Eu não sou criminosa. Sou trabalhadora”, afirma.

Para ela, a situação é especialmente grave por ocorrer dentro de uma entidade sindical que representa servidores do Poder Judiciário e que, justamente por defender direitos dos trabalhadores, deveria observar e respeitar as normas trabalhistas.

Ainda segundo a funcionária, o diretor de Administração do Sinpojud teria determinado que o prazo legal relacionado às férias fosse respeitado e que os efeitos da advertência fossem suspensos.

Apesar disso, ela afirma que a segunda abordagem aconteceu posteriormente, mesmo após essa determinação administrativa.

Pedido de providências

A trabalhadora diz não ter conhecimento, até o momento, de medidas efetivas adotadas pela Diretoria Executiva para impedir a continuidade do que considera uma situação de perseguição e constrangimento.

Diante disso, faz um apelo público aos dirigentes da entidade:

“Se algo semelhante estivesse acontecendo com um servidor do Judiciário, vocês permaneceriam em silêncio?”, questiona.

O vídeo termina com a profissional afirmando que não foi fácil se expor daquela maneira, mas que entendeu ser necessário deixar de permanecer em silêncio.

Caso exige apuração

Os fatos narrados pela trabalhadora ainda precisam ser devidamente apurados pelas instâncias competentes, inclusive para que sejam esclarecidas as circunstâncias das abordagens, a presença do segurança armado, a questão relacionada às férias e a advertência mencionada no relato.

O episódio também levanta uma discussão importante sobre relações de trabalho, respeito à dignidade do trabalhador e limites que devem ser observados nas relações hierárquicas dentro de qualquer instituição.

Por se tratar de uma denúncia pública feita pela própria funcionária, as informações apresentadas nesta reportagem correspondem ao relato divulgado por ela e não constituem, por si só, comprovação definitiva de eventual prática de assédio moral, perseguição ou abuso.

O espaço permanece aberto para que o Sinpojud e os demais envolvidos apresentem suas versões e esclarecimentos sobre os acontecimentos.

Veja o Vídeo da Jornalista no link abaixo:

https://www.instagram.com/p/Dd_9pLehM9Q/

Por Informações: SINDiJORBA

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