De duas uma: ou será o fim do capitalismo ou da humanidade
A última fase do Capitalismo eminente é a expansão do Imperialismo. E não sou eu que estou dizendo, está previsto no livro “O Capital”, de Karl Marx, antes mesmo de existir Socialismo ou Comunismo. Marx comprovou cientificamente que isso aconteceria, além de evidências empíricas fortes que comprovam inúmeros de seus diagnósticos, como desigualdade, concentração de capital e exploração do trabalho.
Estamos vivendo o auge da desigualdade e da concentração de capital comprovado pelo relatório divulgado em janeiro de 2026 por organizações como a Oxfam, que afirmam que 12 bilionários mais ricos do mundo concentram mais riqueza do que a metade mais pobre da humanidade. Esse relatório é resultado de estudos que combinam dados de listas de bilionários (como Forbes e Bloomberg) com estatísticas de riqueza global de bancos e instituições financeiras, assim eles comparam a soma do patrimônio dos super-ricos com a riqueza líquida acumulada dos mais pobres. Só por curiosidade, os doze mais ricos são: Elon Musk, que na verdade é trilionário (Tesla, SpaceX, X, xAI); Larry Page (Google/Alphabet); Sergey Brin (Google/Alphabet); Jeff Bezos (Amazon); Mark Zuckerberg (Meta: Facebook, Instagram, WhatsApp); Larry Ellison (Oracle); Bernard Arnault e família (LVMH, luxo – em algumas listas); além de Integrantes da família Walton (herdeiros do Walmart, como Rob e Alice Walton); Warren Buffett (Berkshire Hathaway). A lista ainda continua com grandes bilionários que variam conforme a cotação (como Steve Ballmer, Michael Dell, Jensen Huang, Carlos Slim entre outros.
Estes são os donos do poder, das Big Techs, empresas que não oferecem empregos como na indústria e no comércio, cujo modelo de negócios é altamente automatizado: uma plataforma digital ou um software escala para milhões/bilhões de usuários sem precisar contratar na mesma proporção. O núcleo produtivo é pequeno e muito qualificado (engenheiros, cientistas de dados, TI), o que aumenta a produtividade por trabalhador e reduz a necessidade de mão de obra em massa. A lógica desse sistema é maximizar retorno aos acionistas, não necessariamente maximizar o número de empregos; quando a empresa precisa “mostrar eficiência”, corta pessoal, mas mantém ou aumenta lucros.
Enquanto a exploração do trabalho: veja o exemplo da vizinha Argentina, com proposta do Governo de aumentar carga horária, corte de férias, perda da aposentadoria e de direitos trabalhistas.
Esse é o cenário que estamos vivendo atualmente, o último passo do Capitalismo, com a expansão Imperialista. Os Estados Unidos já não tem como produzir mais nada, porque não há mais recursos para sustentar tantos bilionários e rentistas. A sua classe média está falida e nunca houve tanta desigualdade como se vive agora.
Conforme a Revista Exame: “no terceiro trimestre de 2025, o 1% mais rico das famílias norte‑americanas detinha cerca de 31,7% de toda a riqueza do país, o maior nível até hoje. Vários relatórios sobre desigualdade apontam que os bilionários nos EUA aumentaram suas fortunas em centenas de bilhões de dólares em apenas um ano recente, mesmo com dificuldades econômicas para a classe trabalhadora. Ao mesmo tempo, a renda de muitas famílias ficou estagnada ou caiu em termos reais, porque a alta do custo de vida (aluguel, saúde, alimentação) corroeu o poder de compra”.
Ainda segundo a Exame, “dados do Censo dos EUA mostraram que a taxa de pobreza medida por um indicador mais amplo (SPM) subiu para 12,4% da população em 2022, depois do fim de muitos auxílios da pandemia. Entre crianças, a pobreza mais do que dobrou em um ano, passando de 5,2% para 12,4%, o que indica forte vulnerabilidade de famílias com filhos. O próprio Censo atribuiu o aumento à retirada de programas de apoio e ao aumento do custo de vida, num contexto em que a renda média das famílias caiu cerca de 2,3% em 2022.

Em relação à moradia, conforme a BBC “em 2024, o número de pessoas em situação de rua nos Estados Unidos atingiu cerca de 770 mil, o maior valor desde o início dos registros federais sobre o tema. Um relatório do Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano (HUD) identificou 771.480 pessoas sem moradia em uma noite de janeiro de 2024, um aumento de 18% em relação a 2023. O crescimento foi generalizado, com aumento em todos os grupos populacionais e cerca de 40% de alta entre famílias com crianças; em várias grandes cidades isso significa mais pessoas dormindo em abrigos lotados, carros ou calçadas”.
Durante toda sua caminhada ao poder, os Estados Unidos minaram por meio de invasões, massacres e boicotes econômicos todos os países que buscaram ter autonomia de seus recursos, que tentaram uma sociedade mais justa. Todos os países socialistas entre outros foram atacados pelos Estados Unidos como Laos, Vietnã, Iugoslávia, Líbia, Cuba, Venezuela, Afeganistão, Iraque etc. Sempre utilizando um desses recursos: a invasão, o massacre pela imposição bélica e os boicotes e sanções econômicas. A farsa do capitalismo vem com narrativas vendidas como o tal do “narcotráfico” para os latinos americanos ou o tal do “terrorismo” para o Oriente Médio, Ásia e ao Islamismo. “Vamos levar a liberdade a esses povos”, dizem eles. Se o Estados Unidos tivesse mesmo preocupado com terrorismo por exemplo, porque ficou 20 anos no Afeganistão para entregá-lo ao grupo terrorista do Estado Islâmico? Veja como era o Afeganistão nos anos 70 onde mulheres faziam faculdade com influência comunista da URSS, veja como era a Líbia com o maior Índice Desenvolvimento Humano – IDH africano, veja como era Iugoslávia e tantos outros países como eram antes e como estão agora.
O século passado inteiro até hoje aniquilando toda ameaça a sua expansão imperialista.
O que os Estados Unidos não contavam foi com a retomada da Rússia e hoje com sua maior assombração: a China.

A China está esfregando na cara de todo o mundo que uma sociedade pode ser bem mais justa. Atualmente 90% dos chineses têm moradias dignas. O país extinguiu a miséria e fazem acordos bem melhores para outros países do que Estados Unidos, que utiliza da sua imposição bélica, do dólar como moeda econômica, dos bancos e de suas sanções.
Como disse, esse é o último passo do Capitalismo citado por Marx. Em seu desespero de continuar no poder e de manter o banquete dos milionários e sua posição de poder, os Estados Unidos estão usando de seu poderio bélico para roubar de maneira colonialista, como fizeram os europeus séculos atrás na África, na Ásia e na América Latina, toda a riqueza dos países historicamente explorados, simplesmente por sua imposição armamentista.
Trump é o último capítulo do trágico fim do capitalismo ou talvez da humanidade. Com a proeminência de uma terceira guerra mundial, que teria proporção, atualmente, com todas as armas nucleares que diversos países possuem, seria a extinção de todos e do planeta.
Depois do Irã e da possível consolidação da Grande Israel no Oriente Médio (Veja as obras do Estado de Israel por Theodor Herzi, considerado o pai do sionismo), os Estados Unidos vão colonizar toda a América Latina, como Trump mesmo avisou com as mesmas narrativas: “terrorismo e narcotráfico”. No Brasil, ele já classificou o Comando Vermelho – CV – e o Primeiro Comando da Capital – PCC – como “terroristas”, utilizando essa justificativa rasa para bombardear nosso país e roubar nossas riquezas, nossas terras raras. Como se os Estados Unidos não tivessem grandes redes traficantes em suas próprias terras. Ele já disse que vai “anexar” (roubar) à Groelândia da Dinamarca, a mesma coisa de Cuba, que segundo ele, está com seus dias contados, assim como ameaçou invadir a Espanha. Mesmo que ainda parcialmente, fez isso com a Venezuela com o sequestro de Maduro. O próprio Trump disse claramente que era pelo petróleo, uma vez que o país possui a maior reserva do planeta e não pela tal “liberdade”.
Não existe outro caminho para humanidade que não seja o fim do capitalismo e da expansão imperialista dos Estados Unidos. Não existe mais diálogo ou diplomacia, só existe hoje no mundo o poder pela força de sua indústria armamentista. O fim disso tudo ninguém sabe, mas de duas uma: ou será o fim do Imperialismo estadunidense ou de todos nós.
Texto do Jornalista( Registro: MG 12227) e Sociólogo Cristóvão Moura –