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Aldeia Mãe Barra Velha se despede de seu pajé no dia da resistência indígena

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Na madrugada do dia 19 de abril, data que simboliza a resistência e a perpetuação dos saberes dos povos originários, a Aldeia Mãe Barra Velha silenciou em reverência. Partiu, à uma hora da manhã, aos 84 anos, o Pajé Albino Braz, o Caruncho Dendê: um livro de sabedoria, das práticas e do conhecimento ancestral do povo Pataxó.

A notícia transformou o que seria celebração em um profundo momento de introspecção. A comunidade, que já se preparava para o ritual da “busca do dia”, manteve o essencial: cantos, pinturas e o caminhar até a praia para receber o primeiro sol, agora carregado de despedida, gratidão e memória.

Do centro da aldeia ao encontro do mar, o ritual ganhou outro significado. Os primeiros raios foram conduzidos de volta como bênção e continuidade. Na casa do pajé, rezas e cânticos selaram um adeus marcado por respeito e espiritualidade, reafirmando sua presença eterna na história do território.

Primeiro Pataxó a levar sua voz ao exterior, em 1998, em Portugal, Pajé Albino projetou ao mundo a identidade, a luta e a espiritualidade de seu povo, tornando-se símbolo de resistência também fora do Brasil. “A cultura é resistência viva”, afirmou Raoni Pataxó. “Seu legado seguirá guiando gerações”, declarou Jânio Natal.

Veja galeria de fotos abaixo:

Por Informações: Ascom – Prefeitura de Porto Seguro

Crédito fotos: Felipe Pataxó

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