Prefeito de Eunápolis, Robério Oliveira, é réu mais uma vez

Falar de condenação de Robério Oliveira tornou-se um lugar-comum. São tantas as condenações, desde o seu primeiro mandato, que não sabemos nem se isso é mais notícia. Desta vez “o imperador fraterno” foi condenado por, pasmem! Mesmo afastado do cargo por crime de responsabilidade e fraude em dispensa de licitações, o intrépido e esperto Robério, à época prefeito de Eunápolis, continuava dando as ordens e administrando o município como um soberano intocável.  A decisão contra Oliveira foi publicada nesta quinta-feira (24/07) e foi tomada pelo desembargador José Cícero Landin Neto do Tribunal de Justiça da Bahia. Segundo o Ministério Público do Estado (MP-BA), Robério Oliveira mesmo afastado do cargo estabeleceu pagamento de contratos e fez parcelamento de débitos com a Receita Federal.

Isso ocorreu no final de 2012, e somente agora o homem virou réu. Esta é a grande questão e o maior desafio da justiça. Como que um agente político com dezenas de processos na justiça, algumas já em segunda instância, todas relacionadas à desvios de dinheiro público, apropriações indébitas, fraudes em licitações, formação de quadrilha, compra de votos; permanece no cenário político disputando eleições, fabricando lideranças, estabelecendo sucessões? Enfim, não há nada que for considerado ilícito na política, que o “careca” não tenha praticado. São diversos crimes político/eleitoral que surpreende e faz a alegria dos juristas com ações milionárias custeadas com o dinheiro público. Um verdadeiro carrossel. Uma montanha russa de absurdos e recursos jurídicos e financeiros que mantém o clã Oliveira e sua corte vivos, arrogantes e expandindo a fatídica “fraternidade”.

A impunidade é o biotônico desse grupo. A certeza de que não serão punidos é que os tornam calculistas, reincidentes e desafiadores. Nenhum ser humano, em sã consciência, cometeria tantos crimes vultosos, em série, sem a convicção de que não será punido.

Estamos diante de um serial-réu-político.

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