Taxa de desemprego cai a 7,5% com novo recorde de ocupação

A taxa de desemprego no Brasil registrou mais uma queda, ficando em 7,5% no trimestre móvel encerrado em novembro. Segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta sexta-feira (29/12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), este é o menor nível trimestral desde fevereiro de 2015, quando registrou a mesma marca.

O contingente de brasileiros que não ocupam uma vaga de trabalho é de 8,2 milhões. O indicador acumula oito meses consecutivos em retração, em uma sequência de baixas desde maio.

O número de pessoas ocupadas bateu novo recorde na série histórica da pesquisa e chegou a 100,5 milhões de brasileiros. O indicador cresceu 0,9% no trimestre (mais 853 mil pessoas) e 0,8% (mais 815 mil pessoas) nos últimos 12 meses.

Segundo a pesquisadora, a expansão da atividade de construção ocorreu principalmente devido a informalidade, com o aumento do emprego sem carteira e por conta própria sem CNPJ, enquanto a indústria impulsionou os trabalhos formais.

A população fora da força de trabalho totalizou 66,5 milhões, apresentando estabilidade. Os desalentados, por sua vez, caíram 5,5%, o que representa uma redução de 196 mil pessoas. Ao todo, essa população foi estimada em 3,4 milhões, o menor contingente desde agosto de 2016.

Rendimento

O rendimento médio real aumentou 2,3% no trimestre e chegou a R$ 3.034. No ano, a alta foi de 3,8%. A massa salarial alcançou novamente o recorde na série histórica da pesquisa, ao totalizar R$ 300,2 bilhões. O crescimento foi de 3,2% no trimestre e de 4,8% no ano.

Beringuy explica que o aumento é atribuído pela combinação da expansão do número de pessoas inseridas no mercado de trabalho e do aumento do rendimento médio desses trabalhadores. “No trimestre, esse crescimento foi mais acentuado entre os empregados com carteira no setor privado e os trabalhadores por conta própria com CNPJ (7,6%). Vale ressaltar que na comparação anual nenhuma forma de inserção apresentou queda no rendimento, seja no trabalho formal, seja no informal. Todos registraram variação positiva”, destaca a coordenadora.

Fonte: Correio Brasiliense

 

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