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Votação das contas e “Impeachment” motiva o desespero da prefeita Cláudia Oliveira na sucessão da Câmara de Porto Seguro

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O empenho e esforço descomunal da prefeita Cláudia Oliveira e do grupo “fraternos”, liderado pelo prefeito de Eunápolis, Robério Oliveira e o Secretário de Relações Institucionais de Porto Seguro, Maurício “Mão de Tesoura”, em interferir e tentar impor uma chapa aliada na eleição da mesa diretora da Câmara de Porto Seguro, deve-se, exclusivamente, ao receio da votação das contas da sua gestão em exercício anteriores, já rejeitadas pelo TCM (Tribunal de Contas dos Municipios) que pode deixa-la inelegível por um longo período e à liquida e certa condenação na operação “fraternos”, que deve acontecer a qualquer momento, com novo pedido de afastamento formulado pelo MPF (Ministério Público Federal) e que pode ser respaldado pela nova mesa diretora da Casa, com a consequente formação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), no plenário da Casa, que pode determinar o seu afastamento definitivo do cargo.

Nada mais do que isso justifica a batalha injusta, inconsequente e sem limites do grupo “fraternos” para tentar barrar o desejo de renovação da mesa diretora manifestado pelo “grupo dos nove”.

O grupo tem demonstrado ponderação e maturidade em suas declarações: “Não faremos oposição sistemática à administração. O que for de interesse do município terá todo o nosso apoio. Nossa missão é resgatar a independência do legislativo e fazer com que os vereadores votem livremente e de acordo suas convicções e consciência”, destacou Ariana Felhberg, candidata à presidência da Casa pelo “grupo dos nove”.

A declaração não arrefeceu nem tranquilizou os ânimos dos “fraternos”, que insistem, inutilmente e desesperadamente, em emplacar a nova mesa diretora e manter a Casa Legislativa, como um “puxadinho” da “Casa Da Lenha”.

Mesmo cooptando vereador com propostas indecorosas, vantagens indevidas, cargos, nomeações etc., como aconteceu com o vereador Cacique Renivaldo que, a princípio, fazia parte do grupo da renovação, e foi seduzido pelos encantos e benesses ofertados pelos “fraternos”, a chapa apresentada pela prefeita não decolou. Empacou! Não convenceu a maioria dos vereadores, cansados, amordaçados, desmotivados e esfatiados pela enfadonha e monocrática gestão de Evaí Fonseca, fiel escudeiro e porta-voz dos “fraternos” na Casa Legislativa Municipal.

Durante o período de sua gestão na Casa (2017/2018) nada ali foi votado que contrariasse a administração Cláudia Oliveira. Uma fidelidade e subserviência incomum. Tudo na base do toma lá, dá cá! Requerimentos e indicações de vereadores, para intervenções corriqueiras e comuns, como coleta de lixo, manutenção de vias públicas e vicinais, troca de lâmpadas, reformas em escolas, etc., serviam, supostamente, como base de troca em apoio aos projetos da prefeita pautados. Uma verdadeira humilhação e desprezo pelo vereador e suas promessas de campanha. Felizmente, o “caldo parece ter entornado”. A insatisfação aflorou e a responsabilidade e compromisso com o eleitor portossegurense se distanciou das tentações e propostas desesperadas que, facilmente induziram o primeiro representante, genuinamente, indígena, Cacique Renivaldo, à traição.

Mesmo com a deserção e a precipitação do Cacique em apoiar um grupo desgastado politicamente, denunciado e investigado pelo MPF e PF, a prefeita Cláudia Oliveira e o ex-presidente da Casa, Evaí Fonseca, não lograram êxito. O grupo dos nove optou pela voz rouca das ruas, que desaprova essa gestão, conforme demonstrou na última eleição, derrotando nas urnas, como candidata a deputada estadual, a primogênita “fraterna”, Larissa Oliveira.

A judicialização da sucessão eleitoral na Câmara de Porto Seguro, promovida pelos vereadores Evaí Fonseca, Wilson Machado e patrocinada pelo grupo “fraternos”, pode ser a última oportunidade que o vereador Cacique Renivaldo terá para refletir e  avaliar sua infeliz e suicida posição política. O povo não tolera e não perdoa traição. A comunidade indígena, que tem no “edil”, sua voz e representação na Casa, e lhe conferiu papel tão importante, certamente o abandonará.

Errar é humano. Permanecer no erro é que é condenável.

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