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Padrinhos da “força da união’ somam R$300 milhões em suspeitas de desvios do erário de Porto Seguro.

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A aliança política homologada na tarde desta quarta-feira (16/09) na Câmara Municipal de Vereadores de Porto Seguro e que oficializou os candidatos Uldurico Jr. como prefeito e Maurício Pedrosa como vice; tem como seus grandes idealizadores e padrinhos políticos Ubaldino Jr. e Cláudia Oliveira, que carregam nas costas, ou nas mochilas, suspeitas de desvios de cerca de R$ 300 milhões dos cofres do município de Porto Seguro, de acordo investigações e condenações do Ministério Público Federal e Polícia Federal.

O padrinho de Uldurico Jr., o ex-prefeito e radialista Ubaldino Jr., foi afastado da “Casa da Lenha” em 2003, numa operação da “força tarefa” da CGU (Controladoria Geral da União), sob suspeitas de desvios da saúde, educação e outras áreas, calculados à época em R$ 56 milhões, que lhe rendeu condenações diversas e uma inelegibilidade até os dias de hoje. O ex-prefeito já tentou de tudo para retornar ao cargo; formou-se em direito, especializou-se em direito público, tornou-se radialista; passou oito anos denunciando e desqualificando a administração Cláudia Oliveira, numa oposição de araque, realizou gastos milionários com advogados para reverter decisões desfavoráveis em instâncias superiores, com o claro objetivo de manter o minguado patrimônio político que alimenta seu desejo incontrolável e surreal de retornar ao comando da prefeitura de Porto Seguro.

A madrinha de Maurício Pedrosa tem um fardo mais pesado. De acordo o Ministério Público e a Polícia federal, a administração Cláudia Oliveira é suspeita de desvios que somam R$ 250 milhões nos seus sete anos de gestão, identificados no âmbito da operação “fraternos”, também conhecida como “ciranda da propina”. A prefeita tem em comum com o outro padrinho, o fato de também ter sido afastada do cargo, por um período de seis meses e, ainda hoje, cumpre medida cautelar imposta pela justiça federal que a impede de viajar para o exterior, cujo passaporte fora recolhido pelas autoridades que suspeitam que possa fugir em um dado momento.

A denominada “força da união”, não empolgou a população, haja vista o esforço de seus coordenadores para assegurarem o sucesso do evento, com pressões sobre os servidores públicos municipais de Porto Seguro para comparecerem, transporte de pessoal de Eunápolis e, evidentemente, despesas com lanches, almoço e outras mais que, nas contas mais otimistas, não conseguiu reunir mais que 300 minguados e pouco entusiasmados correligionários.

A única união que pode atribuir a esta força é a que emana do desespero político da família Pinto e dos Oliveira em se manterem no poder. Qual a contribuição política do jovem deputado Uldurico Jr. para o município. A única que conheço, por ter sido amplamente divulgada na rádio do seu primo, foi uma emenda para compra de um aparelho de Raio X que, segundo Ubaldino, à época, se fez necessária porque a prefeita estaria usando Raio X para exames em animais, nos diagnósticos para a população. E o Maurício Pedrosa? Alcunhado, de forma debochada, também nos programas de rádio de Ubaldino, como o terrível “mão de tesoura”.

Não existe a menor afinidade entre esses grupos que não seja o poder e o FPM (Fundo de Participação dos Municípios)

O velho e mentiroso discurso de que é em prol da cidade que precisará de grande esforço para superar a pandemia é tão verdadeiro como nota de três reais e a conversa reiterada de Ubaldino de que ele seria candidato. Mentem sem o menor pudor. Acostumaram conquistar as coisas desta forma, com lorotas. Lembram quando a prefeita Cláudia, na maior cara-de-pau, disse a um repórter de TV que não havia dito: “um bilhão eu fico”, mas que ficaria com um “agulhão”. É esta a lógica desta “aliança coronavírus”, em denominação popular.

A ridícula “força da união” é fraca pra disputar um pleito com debates e propostas elevadas. Quem passou todo o tempo se digladiando, denunciando uns aos outros, vai apresentar o que agora?

Se esses grupos ainda tivessem força política individualmente, certamente, não se juntariam; manteriam a coerência nas criticas e nas acusações e teriam seus candidatos próprios.

O medo da candidatura de Jânio Natal foi que gerou a destrambelhada decisão desta falsa união que, na contagem regressiva até a data das eleições, se revelará sem força nenhuma.

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