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O que está por trás da interdição do prédio do antigo hotel Phoenícia?

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A Defesa Civil de Porto Seguro interditou na segunda-feira, 10 de dezembro, o prédio comercial onde um dia foi o Hotel Phoenícia, alegando problemas estruturais que se agravaram após a onda de fortes chuvas e ventos que assolou Porto Seguro, no último final de semana.

Localizado na avenida 22 de abril, o prédio, pertencente ao empresário Jorge Musser, já foi um dos hotéis mais importantes da cidade, mas atualmente abriga 16 estabelecimentos comerciais, que estão, momentaneamente, impedidos de funcionar no local.

Muito bem localizado no centro da cidade, o prédio acumulou diversos processos judiciais ao longo dos últimos anos, e foi arrematada por um empresário há poucos meses, colocando um ponto final de uma longa batalha judicial.

Para um dos comerciantes prejudicado, que teve sua loja interditada e preferiu não se identificar, a Prefeitura aproveitou o embalo das fortes chuvas e ventos para interditar o prédio, pois tem interesse no local. Segundo o lojista, o empresário que teria arrematado o prédio no leilão, seria o prefeito de Eunápolis, Robério Oliveira, ou alguém que está a mando dele.

Para o comerciante seria uma forma de liberar o espaço sem indenizar os locatários, dos quais, muitos, possuem contrato até 2022. “Nós consultamos um engenheiro que nos disse que não existem problemas no prédio ao ponto de interditá-lo”, defende.

É importante destacar que os comerciantes possuem contrato com o antigo proprietário do prédio, Jorge Musser.

Já outro comerciante, Deusdete Pereira, que possui uma lanchonete e um escritório no prédio, contabiliza os prejuízos.  “Quebrou todo mundo. Ao que parece, serão colocados pilares provisórios no prédio e nos disseram que seria liberado para o funcionamento a partir da segunda-feira, mas já com prazo para sairmos definitivamente em março do ano que vem”, explica.

Entre os estabelecimentos fechados estão bar, lanchonetes, auto escola, imobiliária, locadora de veículos, estacionamento, ótica, perfumaria, agência de viagens, entre outros.

A identidade do empresário que arrematou o prédio em leilão continua sendo um mistério.

Nossa reportagem entrou em contato com o responsável pela Defesa Civil de Porto Seguro, Benedito Lima Santos, o Bene do Arraial, mas ele não se manifesta.

Em nota, a Prefeitura Municipal de Porto Seguro explica que interditou o prédio, após constatar que a marquise está desgastada e com risco de desabamento, comprovada por vistorias da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros.  Ela considerou o local com risco iminente de desabamento e que a empresa responsável pelo prédio foi notificada e não se manifestou dentro do prazo legal. Por razões de segurança, o prédio só será liberado após apresentação de projeto elaborado por engenheiro e as obras de reparo necessárias.

O que causa desconfiança é o fato do prédio ficar nessas condições há tempos e, somente agora, após ser arrematada em leilão, a Prefeitura resolve interditar, aproveitando o forte vento que soprou em Porto Seguro.

 

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