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Mitos e Verdades das Eleições 2018. Entenda também como são eleitos os deputados e senadores

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Nas eleições para deputado quem tem mais votos sempre é eleito?

O eleitor muitas vezes não entende por que um candidato bem votado não consegue vaga no Poder Legislativo, enquanto outro com menos votos se elege. Isso ocorre porque, nas eleições proporcionais (para deputado federal, deputado estadual e vereador), as vagas são distribuídas de acordo com a votação recebida por cada partido ou coligação. Ou seja, além de obter votos para si, o candidato também depende dos votos para o partido ou para sua coligação.

Ao contrário das eleições majoritárias (prefeito, governador, senador e presidente), em que se elege o mais votado, no caso dos proporcionais a vitória depende do cálculo dos quocientes eleitoral e partidário. O quociente eleitoral é o resultado da divisão do número de votos válidos (desconsiderados os nulos e brancos) pelo total de lugares disponíveis. Para cálculo do quociente partidário, divide-se o número de votos obtidos por partido ou coligação, pelo quociente eleitoral, chegando-se ao número de vagas a que cada um tem direito.

O voto em legenda é perdido? 

O voto em legenda pode ser dado ao partido somente no sistema proporcional. Se o eleitor desejar votar apenas no partido, sem especificar qual dos candidatos da legenda ele busca eleger, basta ele digitar os dois primeiros algarismos do número do candidato, que representam justamente o número da agremiação política.

A totalização dos votos no sistema proporcional adotado pelo Brasil e sua transformação em vagas nas casas legislativas ocorrem em etapas. Calcula-se, primeiramente, o quociente eleitoral (artigo 106 do Código Eleitoral). Na sequência, o quociente partidário (artigo 107 do Código Eleitoral). Por fim, faz-se, se necessário, a repartição dos restos eleitorais (artigo 109 do Código Eleitoral). Somente o partido – ou a coligação – que alcançar um número mínimo de votos tem o direito de obter vaga na Casa Legislativa. Isso explica o fato de, às vezes, um candidato receber muitos votos, mas não ser eleito porque seu partido não atingiu o número mínimo de votos necessários no cálculo do quociente eleitoral.

Depois da eleição é possível saber em quem o eleitor votou?

Uma dúvida frequente dos eleitores diz respeito ao sigilo do voto. Seria possível descobrir em quais candidatos ele votou? A resposta é simples: não. A urna eletrônica utiliza criptografia (linguagem codificada) e não está conectada à internet. Além disso, ela somente grava a indicação de que o eleitor já votou. Com o embaralhamento interno dos dados e outros mecanismos de segurança, não há nenhuma possibilidade de se verificar em quais candidatos um eleitor votou.

 

Biometria não terá validade se 80% dos eleitores não se cadastrarem?

O cadastramento da biometria — método de verificação de impressões digitais para garantir que o eleitor não vote duas vezes — originou vários boatos. Um deles diz que o mecanismo seria cancelado caso 80% do eleitorado não se cadastrasse, o que não é verdade.

O recadastramento biométrico está sendo feito de maneira gradual em todo o País. O objetivo é atingir 100% dos eleitores até 2022. Para as eleições deste ano, a meta de cadastramento do TSE já foi alcançada. Em Alagoas, Amapá, Goiás, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Roraima, Sergipe, Tocantins e no Distrito Federal, a porcentagem de eleitores cadastrados já está acima de 99%.

Voto em branco vai para quem está ganhando?

As eleições gerais de 1998 ficaram marcadas por uma mudança fundamental na totalização dos votos em branco. Prevista na Constituição da República de 1988, mas regulamentada apenas com a edição da Lei das Eleições (Lei 9.504/97), a alteração tornou os votos em branco inválidos, igualando-os aos nulos. Desde então, os votos brancos também são descartados na apuração dos candidatos eleitos.

Urnas eletrônicas podem ser fraudadas?

O questionamento da inviolabilidade da urna eletrônica cerca o debate sobre o voto impresso. O sistema de voto eletrônico, entretanto, possui segurança em camadas — são vários tipos de dispositivos diferentes. Isso quer dizer que qualquer ataque ao sistema causa um efeito dominó, que impossibilita que uma urna comprometida gere resultados válidos.

O TSE também encomenda auditorias e perícias de instituições independentes. Em 2002, por exemplo, a Unicamp assegurou o sigilo dos votos em estudo.

Da mesma forma, antes de cada eleição é realizado um Teste Público de Segurança do sistema eletrônico de votação, de acordo com a Resolução-TSE 23.444/2015. O último deles terminou no início de maio, quando dois grupos de investigadores (da Unicamp e da Polícia Federal) apresentaram ‘planos de ataque’ aos componentes internos e externos do sistema eletrônico de votação.

No dia da eleição, ocorre mais uma verificação: fiscais de partidos políticos e coligações, representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e de entidades representativas da sociedade fazem uma ‘votação paralela’. O objetivo é atestar os dispositivos de segurança e a veracidade dos resultados de urnas sorteadas.

  1. Athos Caires Diz

    Ótima matéria, bem esclarecedora. As vezes mentiras bem contadas se tornam verdades.

    1. Luciana Bittencourt Ramos Diz

      Agradecemos pelo comentário. A intenção é essa esclarecer. Nesse momento conturbado da nação é mais que necessário reflexão por partes dos veículos de comunicação quanto a validade da informação.

  2. Vagner Carneiro Diz

    Ótima matéria, muito esclarecedora. Importante esse trabalho de desmitificar certos pontos, infelizmente muitos aproveitam da ignorância de boa parte da população para disseminar esses boatos / mitos e outros tantos. Quem nunca ouviu a história que se mais de 50% do eleitorado anulasse o voto, a eleição ia ser anulado e todos os candidatos seriam retirados?? Esse tipo de informação falsa não ajuda em nada, alimenta a ignorância, e faz com que muitas pessoas abdiquem do seu direito de escolher quem será o seu ou a sua representante. As eleições são importantes, se a gente não escolhe quem será noss@s representantes, outr@s escolherão em nosso lugar, fato. Por fim, meus parabéns Luciana!Muito bom trabalho.

    1. Luciana Bittencourt Ramos Diz

      Agradecemos pelo comentário e a observação sobre a importância de esclarecer a população o que é mito e o que é verdade. Esse é o nosso papel passar informações com credibilidade.

  3. Luciana Bittencourt Ramos Diz

    Agradecemos pelo comentário e a observação sobre a importância de esclarecer a população o que é mito e o que é verdade. Esse é o nosso papel passar informações com credibilidade.

  4. Billy Lenin Diz

    Ótima matéria, e no lance da urna ser violada eu atesto q é praticamente inviolável.

    1. Luciana Bittencourt Ramos Diz

      Agradecemos pelo comentário e a observação em relação às urnas eleitorais. A nossa equipe sabe a importância de esclarecer a população o que é mito e o que é verdade,esse é o nosso papel Sr. Billy ,passar informações com credibilidade.

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