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Manchas de óleo voltam a aparecer em praias do nordeste

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Não bastassem a trágica pandemia que assola o país, nuvens de gafanhoto invadindo a região Sul, notícias dão conta que, as ordinárias manchas de óleo que intrigaram e apavoraram as populações de diversas regiões litorâneas do país, voltaram a ser encontradas em algumas praias do nordeste, especialmente em Alagoas, Pernambuco e também em praias de Salvador-BA, neste final de semana.

Em 2019, após serem avistadas em agosto, mais de 1000 localidades do litoral do nordeste e dos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo foram atingidas por essas manchas.

Segundo a Marinha, fragmentos do óleo apareceram em Alagoas, nas praias de Lagoa do Pau, no município de Curuipe e da Lagoa Azeda em Jequiá da Praia. Também há relatos de manchas de óleo em Japaratibga.

Além do material poluente, fardos de borracha também surgiram na segunda-feira, 22/06, em Maceió.

Em Pernambuco foram identificadas manchas de óleo nas praias de Cupe e de Muro Alto; em Porto de Galinhas, em Ipojuca e Tamandaré. O material foi encontrado no primeiro dia que as praias foram abertas, após a pandemia do novo coronavírus.

Na Bahia, manchas de óleo foram encontradas por moradores, na tarde desta sexta-feira (26/06) nas praias dos bairros da Pituba e Rio Vermelho, em Salvador. Os materiais foram coletados e serão analisados por profissionais da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Além desse material, os pesquisadores também tentam descobrir a origem das manchas de óleo que foram encontradas na última quinta-feira (25/06) nas praias de Piatã e Jaguaribe, que também ficam em Salvador. Neste mesmo dia, uma tartaruga foi achada morta na região, mas não foi encontrado vestígios de óleo nela.

De acordo o governo Pernambucano, as avaliações técnicas apontam que o material encontrado pode ser proveniente de manchas de petróleo que atingiram o litoral do Nordeste no ano passado, naquele que é tido como o maior desastre ambiental da história do país, “Este material teria ficado sedimentado no leito ou preso em corais, chegando às areias das praias devido a uma combinação de fatores meteorológicos”, afirmaram os técnicos do governo Pernambucano.

O IBAMA informou que o recolhimento das manchas de óleo e dos fardos de borracha, assim como a destinação, ficará sob a responsabilidade dos municípios em que o material apareceu.

ONGs que monitoram o litoral Nordestino estão preocupadas com o surgimento do óleo devido ao desastre ocorrido no ano passado, uma vez que o meio ambiente ainda não se recuperou do ocorrido naquele ano.

O biólogo Breno Stefanis, observou que o surgimento do óleo e dos fardos ocorrem depois de evento climático atípico, como ressaca do mar, e que a Marinha havia feito um alerta que ocorreriam ventos fortes, com intensidade de até 60 Kms por hora, da Bahia até o Ria Grande do Norte, entre os dias 16 e 19 de junho.

Já o biólogo, Cláudio Sampaio, aproveitou para criticar a falta de conclusão das investigações conduzidas pelas autoridades para identificar o que teria provocado o enorme vazamento no litoral do Nordeste no ano passado. “Provavelmente o que está boiando próximo às praias foi suspenso pela ação das ondas e dos ventos”, explica o professor afirmando que “é muito triste ocorrerem tantos problemas e a gente não ter políticas claras de combate à poluição e de apoio às instituições que produzem ciência.

Por informações: UOL e G1

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