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Líder do governo isenta a Câmara e responsabiliza executivo por excessos no “zona azul” em P. Seguro

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Com a presença de diversos segmentos da sociedade, especialmente dos comerciantes e comerciários de Porto Seguro, a sessão desta quinta-feira, 17/10, da Câmara de Vereadores local teve os pronunciamentos dos “edis”, inteiramente direcionados para o serviço recentemente implantado de “zona Azul”.

Em meio aos apupos do público presente, os vereadores se revezaram nos pronunciamentos que, invariavelmente, faziam uma espécie de mea-culpa, afirmando que votaram um projeto para criação do estacionamento rotativo( zona azul), sem regulamentação e que, também, foram surpreendidos com os valores cobrados, o tempo de tolerância estabelecido, e o número de ruas envolvidas.

O vice-presidente da Casa, Lázaro Lopes, que presidiu a sessão devido à problemas de saúde da presidente Ariana, teve muito trabalho para conter os ânimos da platéia e garantir a palavra aos vereadores. Foram dezenas de intervenções para conter as vaias durante os pronunciamentos.

A tentativa dos vereadores em convencer o público presente de que se aprovou um projeto, apenas para a exploração da concessão, sem regulamentação, só fez piorar as coisas. A alegação soou como uma revelação de uma assinatura de um cheque em branco para o executivo para que o mesmo preenchesse o valor desejado.

O vereador e líder do governo, Dilmo Santiago isentou os vereadores e dividiu a responsabilidade pela lambança entre ele e o executivo. “A responsabilidade é minha e da administração por esses equívocos. Os vereadores estão empenhados em encontrarem uma solução para os questionamentos”, pontuou Santiago.

Já o vereador Bolinha, com muita humildade e consciência, desculpou-se com a população pela ingenuidade do legislativo em ter aprovado um projeto sem conhecimento do conteúdo. “Acho que é um momento de se pensar e refletir sobre essas votações que ocorrem nesta Casa”, ponderou Bolinha, sugerindo o grande equívoco que se constitui essas votações que dependem de futuras regulamentações do executivo.

O fato é que, não é a primeira vez que acontecem essas aberrações no legislativo municipal. Este expediente vem sendo usado com freqüência pela administração Cláudia Oliveira. Como propor e votar um projeto desta magnitude, que envolve diversos setores da sociedade, sem ouvi-la. Comerciantes, profissionais liberais, professores que precisam estacionar seus veículos na porta das escolas para lecionarem, enfim, a sociedade que paga seus tributos e é a verdadeira dona dos espaços públicos.

“Os vereadores aprovam o santo e a prefeita define o milagre”. É assim que tem funcionado.

Ao final, ficou decidido, por sugestão do vereador Élio Brasil, a formação de uma comissão, com a presença paritária de vereadores e representantes do comércio local, para discutirem e sugerirem mudanças no serviço que possibilitem o funcionamento do rotativo de forma racional e adequada ao propósito da mobilidade urbana.

Veja vídeo abaixo:

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