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Julgamento do TRF-1 frustra milhares de moradores da Costa do descobrimento.

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O julgamento do plenário do TRF-1 que aconteceu ontem, 20/03, em Salvador, foi uma ducha fria em milhares de moradores e eleitores das cidades de Porto Seguro, Eunápolis e Santa Cruz Cabrália.

A reunião dos desembargadores gerou enorme expectativa de que a “fraternidade” poderia sofrer uma punição severa, em função do tamanho dos ilícitos cometidos e revelados pela PF, em investigações que iniciaram em seis de novembro de 2017, com o afastamento inclusive dos gestores envolvidos, sendo concluídas apenas no final de 2018.

Como o processo tramita em segredo de justiça, afora as partes, ninguém sabia o que o egrégio pleno iria julgar. Ao final, descobriu-se que eram os passaportes dos “fraternos”, apreendidos pela justiça, que estavam em questão, cuja liberação estava sendo pleiteada pela defesa dos mesmos e que acabou sendo negada pelo Tribunal.

É como se a “montanha tivesse parido um rato”. Uma operação de uma envergadura dessas, que mobilizou centenas de agentes federais e dezenas de autoridades judiciárias, que apontou desvios de recursos públicos superiores a 240 milhões de reais, mais uma série de irregularidades, com o envolvimento de diversos servidores municipais e empresários da região; não se esperava que a reunião de um pleno de um tribunal acontecesse em função apenas de liberação de passaportes.

Enquanto isso, a Câmara de vereadores de Santa Cruz Cabrália, pareceu ter resolvido não esperar mais pela justiça e, numa decisão surpreendente, nesta segunda-feira,19/03, instalou uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar possíveis improbidades administrativas cometidas pelo prefeito Agnelo Santos, cujas investigações podem levá-lo ao afastamento definitivo de suas funções no município.

Momentaneamente, na justiça, os “fraternos” se safaram. Foram salvos pelo gongo, no final do round. Cambaleantes, mas cientes que cairão nos próximos rounds.

Ao menos, com a apreensão dos passaportes, fica a certeza de que não poderão fugir, como aconteceu no início da operação, caso a justiça decida pela prisão dos mesmos, em julgamento que se aguarda para muito breve.

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