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IFBA repudia insinuações do vereador “Bolinha”.

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O vereador Kempes Neville, conhecido como “Bolinha” realizou uma postagem no “face”, no final da semana passada, entre os dias 25 e 26 de outubro, às vésperas das eleições presidenciais do segundo turno, em que foi obrigado a apagá-la de imediato, devido à rápida,  precisa e incisiva reação de toda a comunidade de educação da entidade a qual se referia.

Com colocações e afirmações descontextualizadas e, em tom elevado, o vereador se dirigiu à instituição IFBA, (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia), acusando os professores de doutrinação política/ideológica em suas performances acadêmicas.

O parlamentar divulgou uma imagem ruim da escola, usando uma linguagem superficial, inflada de bordões e de citações da extrema direita- recém-submergida no país- e demonstrou total desconhecimento sobre o tema abordado e, principalmente, da instituição em questão; considerada em toda a Bahia, excelência e referência no serviço educacional prestado á nossa sociedade; haja vista a quantidade de alunos aprovados nos exames do ENEM, e cursando diversas faculdades por este Brasil afora.

O vereador “Bolinha”, no exercício do seu mandato,  tem protagonizado ações parlamentares juridicamente inconsistentes e vem tentando ser o porta voz do conservadorismo com um discurso político/religioso do século passado. Recentemente conseguiu aprovar na câmara um projeto de lei de sua autoria, que facultava aos professores a leitura de textos da bíblia na abertura das aulas. A lei foi revogada pelo Ministério Público Estadual, por ignorar as outras seitas e religiões e contrariar a definição do caráter laico do estado brasileiro, consolidado na Constituição Federal.

O saldo da infeliz postagem foi uma enxurrada de críticas e a exposição infantil e preconceituosa de pensamento destoante da cátedra, prontamente rechaçado por toda a comunidade de educação (professores, alunos, funcionários etc.).

Provocar uma discussão sobre determinados temas é saudável, democrático e contribui para o seu aperfeiçoamento, desde que o caminho adotado seja o do diálogo e do respeito. Não se combate doutrinas com suposições e acusações sem domínio e conhecimento científico da causa. Tentar substituir uma doutrina por outra, na força e na “marra” é perda de tempo e de civilidade.

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