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“Fraternos” desencadeiam processo de sucessão municipal em Porto Seguro

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Impedidos de se reelegerem, ou apresentarem um candidato da família para a disputa municipal, por força da legislação eleitoral, e sem definição de um candidato natural à sucessão municipal em Porto Seguro; os “fraternos” vêm estimulando enquetes e pesquisas eleitorais nas redes sociais no município, envolvendo assessores e vereadores que julgam ter potencial para tanto.

A prefeita “fraterna” já se reelegeu; o marido e prefeito “fraterno” de Eunápolis, Robério Oliveira, está barrado pela justiça eleitoral, por ter sido condenado em 2ª instância, no processo judicial em que foi condenado por abastecer seus trios-elétricos com recursos públicos; a filha prodígio, Larissa Oliveira, derrotada fragorosamente nas últimas eleições legislativas para deputada estadual, também está impedida de disputar, por ser parente em 1º grau da prefeita Cláudia Oliveira. Portanto as opções dentro do clã se esgotaram, e as dúvidas sobre “com que roupa nós vamos” para as eleições de outubro de 2020, só faz aumentar.

Diante deste quadro, a fraternidade tem lançado enquetes e “balões de ensaios” com nomes de auxiliares como, Beto Axé Moi, atual vice-prefeito; Lívia Bittencourt, Secretária de Ação Social; Maurício Pedrosa, Secretário de Relações Institucionais, e os vereadores Van Van, Cido Viana e Nido; ainda, correndo por fora, os vereadores Bolinha e Lázaro Axé Moi.

Com relação aos assessores, a Lívia Bittencourt vem realizando um trabalho razoável em sua pasta. Bem assessorada, com uma boa equipe e recursos abundantes, a Ação Social poderia ter se destacado mais. Entretanto, limitou-se às ações da Casa do Trabalhador, com grande repercussão, mas que acabou tornando-se o único e destacado projeto da pasta.

Beto Axé Moi, vice-prefeito, assumiu o mandato por um período de quase seis meses, devido ao afastamento da prefeita Cláudia Oliveira, em função das denúncias e investigações de corrupção realizadas pelo MPF e PF contra a gestora e, neste curto período, o que conseguiu foi ser indiciado na operação “fraternos”, pelo estranho aparecimento de cheques da prefeitura de Eunápolis na secretaria que comandava, além de ser multado em 6 mil reais pelo TCM e condenado a ressarcir 19 mil reais ao mesmo tribunal, por ter dispensado licitação em contratação de caminhões compactadores de lixo, alegando emergência, sem a devida comprovação da mesma, de acordo relatório do TCM, publicado aqui no Jojô Notícias.

O Secretário de Relações Institucionais, Maurício Pedrosa, homem de confiança e braço direito do imperador e líder “fraterno”, Robério Oliveira, tem poder, mas, certamente, não tem votos. Seu estilo Xiita, mesclado com talibã, de liderança e direção, marcado por perseguições, arapongagens e ações truculentas, como as que vimos na sessão da Câmara, por ocasião da eleição da mesa diretora da Casa, quando coordenou ações de baderneiros para impedir a derrota do candidato da fraternidade para a presidência da Casa Legislativa, pode lhe render os votos internos de apaniguados e infantes desinformados e , mesmo com a fortuna do “Tio Patinhas”, estaria anos-luz de distância dos votos necessários para uma disputa à prefeitura de Porto Seguro.

Os três outros candidatos almejados pelos “fraternos”, os vereadores Van Van, Cido Viana e Nido, assim como Bolinha e Lázaro Axé Moi, correndo por fora, são figuras políticas com boa aceitação popular, mas que dependem de forte e abastada articulação política para se viabilizarem. Poderiam até receber o apoio do grupo “fraternos”- apoio ninguém rejeita- mas ser indicado como candidato do grupo, seria uma aventura política fadada ao fracasso, diante do desgaste e descrédito popular vivido por esta gestão desequilibrada e descompromissada de Cláudia Oliveira.

Na outra ponta, de onde certamente sairá o vencedor do pleito de 2020, os pré-candidatos Jânio Natal, Lucio Pinto, Chico Cancela, Valmir Assunção, Ariana Prates, Renovato e o especulado e estreante na política, Luigi Rotunno, observam e acompanham a movimentação, convictos que os “fraternos” estão “sem roupa” para a festa da democracia de outubro de 2020.

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