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Doação de terreno para a APLB rouba a pauta da sessão da Câmara de Porto Seguro

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Mesmo fora da pauta da sessão de hoje, 02/04 da Câmara de vereadores de Porto Seguro, o projeto do executivo municipal que doava, inicialmente, 21 mil m², à APLB para construção de uma sede social, o pequeno expediente da Casa convergiu para o assunto.

A sessão foi precedida minutos antes por uma assembleia pública realizada em frente à Câmara pelos professores, quando o tema for abordado intensamente pela categoria.

No plenário, o vereador e vice-presidente da Casa Lázaro Lopes, o primeiro a se pronunciar, elogiou a presença dos professores, que lotaram o recinto e lamentou a ausência dos mesmos numa audiência pública realizada no mesmo local, com participação reduzida da categoria. “Em maio teremos outra audiência e espero vê este recinto lotado como agora, para tratar de assunto de extrema relevância para os professores”, declarou o vereador Lázaro.

Plenário da Câmara de Porto Seguro

Em seguida o vereador “Bolinha”, comentando um ofício enviado pelo MP (Ministério Público) que pedia uma revisão de todas as doações de áreas solicitadas  pelo executivo e aprovadas pela Câmara, fez o pronunciamento mais enfático e contundente do dia. “Não sou refém de MP. Os vereadores têm que se posicionarem politicamente, fomos eleitos para isso. Não concordo que o MP interfira na pauta dos vereadores. Nos últimos tempos, a politica tem caminhado acovardada por esses órgãos. Muitas vezes atrapalham mais do que ajudam; haja visto a questão das seletivas, barradas pelo MP, que exige concursos públicos  sem considerar os custos do processo”, E acrescentou: “ Questões sensíveis e que atingem a população de forma maléfica, como os altos preços da gasolina no município, a distribuição injusta de casas do programa “Minha casa Minha vida”, a fila desumana dos bancos; são ignoradas pelo MP em detrimento de doações de terrenos para entidades idôneas e responsáveis como a APLB. Independente do posicionamento do MP, sou favorável à doação do terreno para os professores”, arrematou o vereador Bolinha.

Já o vereador Élio Brasil reafirmou sua posição a favor da doação do terreno à APLB, com a seguinte observação: “Meu discurso está contemplado pelas palavras do vereador Bolinha”. Em seguida o vereador lembrou que a APLB havia feito a revisão da área, diminuindo-a para 13 mil m², concordando com a colocação de alguns vereadores, como Robinson Vinhas, que mencionou que o tamanho da área cedida pela prefeitura, totalizando 21 mil m², impediria a construção de futuros equipamentos no local, como: postos de saúde, escolas, praças etc., por absoluta falta de espaço. Citou também que a entidade já possui projeto arquitetônico e dinheiro em caixa para a execução da obra e que não havia maiores impedimentos para a aprovação da doação da área.

Por fim o vereador Nido destacou que as discussões internas e públicas da Casa têm que ter o mesmo peso e medida. “não se pode adotar um discurso nas comissões, e no plenário assumir outra posição. Vamos nos reunir novamente com a APLB, para construir uma saída consensual para a situação”, concluiu o vereador Nido.

Estiveram ausentes da sessão os vereadores Bibi Ferraz e Geraldo Contador.

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