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Câmara dos horrores

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Não venho nesse texto continuar tecendo críticas quanto às decisões tomadas pelo presidente da Câmara dos Vereadores, nos aluguéis dos telões, dos carros, das inúmeras consultorias e dos valores extremamente exagerados gastos nesses contratos. Até mesmo porque, o Observatório Social de Porto Seguro já está de olho e vem realizando um estudo minucioso de todas essas concessões do Legislativo Municipal e muito em breve tudo isso será levado à tona.

Também não me prontifiquei a escrever sobre a falta que faz uma oposição no Legislativo. Só para se ter uma ideia, não houve um vereador sequer que se pronunciou sobre o último capítulo da Operação Fraternos, desencadeada pela Polícia Federal, que investiga a família Oliveira, nas três prefeituras (Porto Seguro, Eunápolis e Santa Cruz Cabrália) sobre licitações direcionadas, denunciadas por um empresário de Eunápolis.

Na verdade, esse texto tem a finalidade de mostrar o comportamento dos vereadores durante as sessões, um verdadeiro show de horrores. Não me limito a falar da falta de projetos consistentes para nossa comunidade e muito menos dos atrasos constantes dos edis durante as sessões, porque isso, desde que cheguei  a Porto Seguro, há mais de uma década, sempre aconteceu.

O que me envergonha é o deboche que fazem da população e a total falta de preocupação deles com o cargo que ocupam.

O palavrão proferido por Dilmo Santiago durante o uso de sua palavra na tribuna, retrata o comportamento atual desses vereadores.  Eles saem gritando, dançando e brincando, como se Câmara Municipal fosse um circo, um parque diversão ou qualquer evento lúdico, uma festa onde foram se divertir.

E o deboche não se restringe apenas aos vereadores, pois o secretário da Câmara, que realiza a leitura da pauta do dia, também participa fazendo ruídos bizarros com o dedo na boca. Tudo levado na brincadeira, motivo de risadas que soam como bofetadas na cara da população que eles deveriam representar. Me aterroriza saber que os vereadores não se preocupam com decoro parlamentar e os funcionários com a justa causa.

O linguajar chulo e a postura deles não podem ser comparados nem com salas de aula de alunos do maternal, uma vez que não há inocência nisso. O comportamento deles contamina a plateia que vaia ou aplaude cada pronunciamento como se a Casa do Legislativo fosse um comício.

Para quem gosta de Freak Show (Show de Horrores)  é uma atração imperdível a sessão dos vereadores, mas para quem espera ouvir discussões sobre as questões que afligem nossa comunidade, só sobra o sentimento de desilusão e frustração.

 

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