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Barracas de praia em Caraíva podem ser retiradas a qualquer momento

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Uma pessoa, envolvida com ações de turismo do Litoral Sul e região, ligou para nossa reportagem na noite de ontem, 3 de novembro, avisando que as barracas de praia do distrito de Caraíva, Porto Seguro, estão prestes a serem retiradas. Ela prefere não aparecer, pois estaria recebendo ameaças, mas garante que o Ministério Público conseguiu na Justiça, a retirada das barracas.

Nossa reportagem vem tentando contato com o Ministério Público de Porto Seguro, para confirmar a veracidade da informação, mas ainda não obtivemos sucesso e assim que conseguimos, será publicada imediatamente.

Ao todo são 16 barracas de praia em Caraíva, e assim como acontece em todo Brasil, a União, por meio do Ministério Público Federal, vem entrando com ações para a retirada de qualquer empreendimento ou moradia que estejam ocupando Área de Preservação Permanente – APP e área de reserva da Marinha. O processo contra as barracas de praia de Caraíva se encontrava para ser julgada em última instância.

A tal pessoa afirma que não existe como defender os proprietários das barracas de praia, pois eles agridem severamente o meio ambiente local. “Os proprietários não são nativos de lá, os índios que possuem barracas, também não são de lá”, completou.

Nossa fonte informou que os índios prometem invadir o distrito, caso as barracas forem retiradas.

Em agosto desse ano, durante reunião do Conselho Municipal de Porto Seguro – Concidade/PS, foi apresentado pela Associação Nativos de Caraíva – Anac/ASCBENC, o projeto “Espaço Público da Vila Caraíva”, que é uma contrapartida ambiental para que as 16 barracas de praia permaneçam no distrito, mantendo o emprego e a renda para as famílias ali instaladas.

O projeto, elaborado em 2017, foi apresentado na ocasião pela arquiteta e urbanista, Vivian Hunnicutt. “Queremos reestruturar o que já existe hoje, nas barracas de praia e na organização das tendas. Vamos incluir também banheiros secos, porque hoje não existe, o que acaba poluindo o lençol freático. Também propusemos uma área para compostagem para reserva dos resíduos do coco, que no verão chega a ser de 15 toneladas por dia. Poderemos tratar do coco lá mesmo se tivermos a máquina para desfiar o coco e isto pode virar um adubo maravilhoso, o que poderemos usar na própria restinga local e na sua recuperação”, explicava.

O projeto já havia sido apresentado na Secretaria Municipal de Obras e no IPHAN. “Existem barracas de praia em todo Brasil, e em cada lugar está sendo realizando projetos de contrapartida ambiental para que elas permaneçam. Muitos locais estão conseguindo anexar à lei. E é isso que queremos, para que as barracas continuem existindo, mas de uma forma consciente, que tenham banheiros e que sejam recolhidos os resíduos”, ressaltava na ocasião.

Ao contrário do que sugere nossa fonte, a arquiteta, na época, dizia que as barracas eram pertencentes às famílias de índios ou nativos, gerando renda para aproximadamente 80 pessoas, aumentando esse número consideravelmente durante o verão. “É importante destacar que somos 800 habitantes aqui e isto se torna bastante significativo para a economia local”, afirmava Vivian.

 

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