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Asfalto aplicado no bairro Cambolo em Porto Seguro não resiste à primeira chuva

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A administração municipal vem alardeando na imprensa e redes sociais a pavimentação asfáltica realizada em diversos bairros da cidade. Entre estes está o asfalto aplicado em diversas ruas do bairro Cambolo – e nos outros bairros não deve estar sendo diferente -, que, ao primeiro sinal de chuva, derreteu-se, escafedeu-se, foi arrastado pela chuva e engolido pela lama. Uma vergonha, um escândalo digno de uma reportagem do “Fantástico”.

Asfalto aplicado na Rua Alberto Figueiredo; que não tem trinta dias

Segundo o material divulgado pela Assessoria de comunicação da prefeitura (ASCOM), trata-se de um CBUQ. Creio que nossos colegas jornalistas não têm a menor noção do que estão divulgando.

Pois bem! Vamos esclarecer os leitores. CBUQ (Concreto Betuminoso Usinado a Quente) é uma massa asfáltica de alta resistência às chuvas e outras intempéries e desenvolvida para suportar tráfego de veículos pesados e intenso. Anos-luz de ser aquela porqueira apresentada como tal. Se discordarem desta avaliação, basta citar o endereço da usina que está fornecendo a espelunca para constatarmos o óbvio.

Devem estar trabalhando com um PMF (Pré Misturado a Frio), de baixa qualidade, com um CAP (Cimento Asfáltico de Petróleo) de baixa densidade, diluído que não resistiu trinta dias. Nenhum engenheiro graduado ou usina que se preze se arriscariam a chamar aquilo de asfalto.

Um verdadeiro engodo, um embuste vergonhoso desde a licitação. Não foi feito nenhum trabalho de base nas ruas para receberem qualquer tipo de pavimentação. Não há drenagens, redes pluviais e preparo de solo adequado para o serviço divulgado.

 O curioso e o “golpe de mestre” é que todas essas pavimentações estão sendo feitas com recursos próprios, para escaparem da fiscalização e inspeção de órgãos do governo. Caso isso acontecesse, além de ser desmascarados pela chuva, seria mais uma multa aplicada pelo TCM (Tribunal de Contas dos Municípios) a se juntar às dezenas já aplicadas pelo Tribunal, que elevou a prefeita “fraterna”, Cláudia Oliveira, à condição de campeã em multas aplicadas pelo órgão, em todo o território baiano, embora a prefeita não tenha pagado nenhuma delas.

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