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Após 27 anos de sua morte, Irmã Dulce se torna a primeira santa brasileira e baiana

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A religiosa baiana Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, a irmã Dulce, foi canonizada pelo Papa Francisco, neste domingo, 13/10/2019

A cerimônia aconteceu na Praça São Pedro, no Vaticano, em Roma, com a presença de 50 mil fiéis e cerca de dez mil brasileiros, dentre estes.

Irmã Dulce nasceu em 26 de maio de 1914 e faleceu em 13 de março de 1992, em Salvador-BA. Ingressou na vida religiosa como noviça na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição, em São Cristóvão (SE).

Em Salvador, passou a se dedicar a ações sociais. Em 1959 ocupou um galinheiro ao lado do Convento Santo Antônio e improvisou uma enfermaria para cuidar de doentes. Foi o embrião das obras sociais Irmã Dulce , que atualmente atende uma média de 3,5 milhões de pessoas por ano.

Vista frontal do Hospital Irmã Dulce que teve origem em um galinheiro

Irmã Dulce, agora, Santa Dulce dos Pobres, teve o processo de canonização como um dos mais rápidos da história da Igreja Católica (27 anos após sua morte), atrás apenas do papa João Paulo 2º e da religiosa indiana de origem albanesa, Madre Teresa de Calcutá, cujo trabalho social foi comparado ao de Irmã Dulce nos últimos dias.

Santa Dulce dos Pobres teve dois milagres reconhecidos pela igreja católica, determinantes para a elevarem à condição de “santa”:

Em 2011 foi anunciada a sua beatificação com o reconhecimento do primeiro milagre. O caso aconteceu em 2001 em Sergipe, quando as orações a Irmã Dulce teriam feito cessar uma hemorragia em Cláudia Cristina dos Santos, que padeceu durante 18 horas após dar a luz o seu segundo filho.

Maestro Jose Maurício Moreira que voltou a enxergar depois de 14 anos

Neste ano, foi reconhecido o segundo milagre; depois de 14 anos convivendo com uma cegueira causada por um glaucoma, o maestro Jose Maurício Moreira, que esteve presente na cerimônia de canonização de Dulce, recuperou a visão em 2014.

Com a canonização de Irmã Dulce, cerimônia que só acontece diante do papa, no Vaticano, diferentemente da beatificação que pode ser realizada no lugar de origem do religioso, o Brasil passa a ter 37 santos e 51 beatos.

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