A operação ‘De Olho no Preço 2026’, realizada pelo Procon Bahia, resultou na notificação de 111 postos de combustíveis e distribuidoras, entre janeiro e março deste ano. O balanço foi apresentado, nesta terça-feira (31/03), em entrevista coletiva concedida pelos órgãos envolvidos.
No total, 273 estabelecimentos foram fiscalizados em 25 municípios, incluindo Salvador, Região Metropolitana e interior do estado, com destaque para Ilhéus, Vitória da Conquista, Barreiras e Juazeiro.
Durante o encontro, foram detalhadas as ações conjuntas da operação, realizadas com o objetivo coibir irregularidades, garantir a qualidade dos combustíveis comercializados e proteger os direitos do consumidor baiano.
O superintendente do Procon-BA, Tiago Venâncio, explicou que a fiscalização passou por notificações em três etapas, sendo elas na refinaria, nas distribuidoras e nos postos. Segundo ele, já houve, até o momento, autuação em 40 revendedores. “O Procon está vigilante e estará adotando as medidas rigorosas para punir esses fornecedores que insistem em lesar o consumidor”, alertou.
Marcel de Oliveira, subsecretário de Segurança Pública, ressaltou a importância de uma operação integrada, com o objetivo de combater todo e qualquer tipo de crime que permeie a distribuição, o transporte, a venda e a comercialização do combustível.
“A Polícia Civil, atenta a esse movimento, vem trabalhando de forma integrada para levar as investigações à frente e demonstrar, com provas e também na parte científica, que esse tipo de crime está acontecendo”, afirmou.
Em Porto Seguro, os preços dos combustíveis continuam pesando no bolso da população, com destaque para o diesel, que historicamente já apresenta valores mais elevados em comparação com outras regiões do país. Mesmo diante de reajustes registrados em todo o Brasil, a realidade local chama ainda mais atenção: o litro do diesel chegou à impressionante marca de R$ 9,39.
A situação evidencia um cenário preocupante para motoristas, trabalhadores e setores que dependem diretamente do combustível, como o transporte e a logística. A gasolina tem sido vendida a partir de R$ 7,77. Para agravar ainda mais o quadro, a fiscalização anunciada e realizada pelo governo estadual, que poderia coibir abusos e trazer maior equilíbrio aos preços, sequer chegou ao município. O resultado é um mercado sem o devido controle, onde o consumidor segue arcando com valores considerados excessivos.
Fonte: Bahia Notícias