Conselho de caciques Pataxó decidem fazer uma trégua nas retomadas/ocupações territoriais no Extremo Sul da Bahia

Em nota à nossa redação, nesta quarta-feira, (15/11), lideranças indígenas pataxó comunicaram o desejo de estabelecer uma trégua nas ocupações e retomadas de terras sob a jurisdição dos mesmos no extremo sul da Bahia.

Segundo a nota, nesse momento, o mais importante é a pacificação da região, diminuir as tensões e conflitos fundiários, no objetivo da assinatura da portaria declaratória da Terra Indígena Pataxó Barra Velha.

 

Veja abaixo o documento na íntegra:

No dia 03/11/2023, na Aldeia Pataxó Pé do Monte, em Porto Seguro/BA, o Conselho de Caciques da Terra Indígena Pataxó Barra Velha – CONPACA, reuniu os seus caciques, lideranças e organizações indígenas, no objetivo de discutir estratégias de luta, na defesa da demarcação e regularização fundiária. Depois de análise, avaliações e reflexões, na conjuntura da política nacional, no Executivo, Legislativo e Judiciário, o plenário de líderes, tomou por decisão, fazer uma trégua nas retomadas/ocupações territoriais, sob a sua jurisdição no Extremo Sul da Bahia. E apenas, vão fazer a manutenção e cuidado das suas bases e áreas ocupadas, na promoção e execução de atividades de produção de alimentos e criação de animais, para a segurança alimentar e nutricional das famílias indígenas. O Cacique Suruí Pataxó, Presidente do CONPACA, disse que messe momento, o mais importante é a pacificação da região, diminuir as tensões e conflitos fundiários, no objetivo da assinatura da portaria declaratória da Terra Indígena Pataxó Barra Velha. O Cacique Aruã Pataxó, Coordenador Regional da FUNAI/CR-SBA, juntamente com outros servidores da instituição, estiveram presentes na reunião, a fim da mediação dos conflitos fundiários, estabelecer diálogo e orientações, para a pacificação, promoção e defesa dos direitos indígenas. Os líderes indígenas, por unanimidade aprovaram a trégua, porém, disseram que não vão admitir ataques às suas comunidades, violência e violação dos direitos, seja por fazendeiros, milicianos, políticos e Estado. Ascom/CONPACA.

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