Programa ‘Desenrola Brasil’ já renegociou R$ 2,5 bilhões em dívidas

O Desenrola levou a renegociação de R$ 2,5 bilhões em dívidas nas duas primeiras semanas de funcionamento. Ao todo, mais de 400 mil contratos foram repactuados.

Além disso, aproximadamente 3,5 milhões de pessoas tiveram o nome desnegativado por conta de dívidas de até R$ 100 com bancos. A medida é automática para quem adere ao programa.

Os números são da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos). O Desenrola oferece condições especiais para renegociar os débitos, que variam de instituição para instituição.

Alguns bancos tem estendido as condições oferecidas no Desenrola para outros clientes que não se enquadram no programa.

No Banco do Brasil, por exemplo, 150 mil clientes renegociaram dívidas, mas somente 65 mil se enquadram no Desenrola.

No momento, podem aderir clientes de bancos que tenham renda mensal superior a dois salários mínimos e menor do que R$ 20 mil. Eles também não podem estar no Cadastro Único do governo federal. As dívidas renegociadas são somente as bancárias.

Em setembro, clientes com renda mensal de até dois salários mínimos ou que estão no Cadastro Único e que tem dívidas de até R$ 5 mil poderão aderir ao Desenrola.

Para isso, o governo federal prepara uma plataforma específica, que incluirá também dívidas não bancárias. O programa para os dois grupos vai até o fim de 2023.

“Consideramos que o Programa cumpre o papel essencial no momento delicado das finanças das famílias brasileiras, ao procurar reduzir dívidas da maior quantidade possível de pessoas”, disse, em nota, o presidente da Febraban, Isaac Sidney.

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